"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver .






"Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver ."




Uma das cenas mais fortes e emocionantes do filme (livro ) Harry Potter.

"Espelho de Ojesed ou Espelho dos Invisíveis. É um espelho que não reflete a imagem da pessoa, mas sim o desejo mais profundo de seu coração.

O livro afirma que o Espelho de Ojesed é um "magnífico espelho, da altura do teto, com uma moldura de talha dourada, aprumado sobre dois pés de garra ".
O espelho tinha entalhado em sua parte de cima as seguintes palavras: erised strae hruo ytub ecaf ruoyt on woh si. Se lidas ao contrário, as palavras assumem a forma: I show not your face but your heart's desire, e em português, Não mostro o seu rosto mas o desejo em seu coração. Na primeira edição de Harry Potter no Brasil, somente a palavra Erised foi trocada por Ojesed; o resto da frase foi mantido como no original pela tradutora Lia Wyler. No entanto, em edições posteriores, a frase foi vertida para o português .


A primeira aparição do espelho se dá com Harry Potter escondendo-se do zelador, à noite, dentro de uma sala de aula. Ele encontra o espelho e surpreende-se ao ver que não via apenas a si, mas também seu pai, sua mãe e o resto de sua família, que sempre quis, mas nunca conhecera.

O amigo de Harry, Rony Weasley, também se mira no espelho, mas ele se vê como Monitor Chefe de Hogwarts e capitão do time de Quadribol, segurando a Taça das Casas. Esse era o seu desejo, já que, nascido numa grande família, tinha avidez por destacar-se em meio aos seus irmãos mais velhos.
Mas numa terceira visita de Harry à sala, ele encontra o diretor de Hogwarts, o sábio e bondoso Alvo Dumbledore, que explica como funciona o espelho, e pede a Harry que não volte a procurá-lo, usando argumentos que, no mundo "potteriano", são muito conhecidos.
O próprio Alvo Dumbledore afirma que, quando se mira no espelho, se vê segurando um par de meias. Diz que os anos passam e as pessoas insistem em lhe dar apenas livros.
Segue o trecho do capítulo XII do primeiro livro da série, de autoria de J. K. Rowling e tradução de Lia Wyler:
- Então, outra vez aqui, Harry?
Sentado em uma das mesas junto à parede estava ninguém menos que Alvo Dumbledore
- Então -[disse] Dumbledore, escorregando da cadeira até o chão para se sentar ao lado de Harry - você, como centenas antes de você, descobriu os prazeres do Espelho de Ojesed Deixe-me explicar [o que faz o Espelho]. O homem mais feliz do mundo poderia usar o Espelho de Ojesed como um espelho normal, ou seja, ele olharia e se veria exatamente como é, ele mostra-nos nada mais nem menos do que o desejo mais íntimo, mais desesperado de nossos corações

Porém, o espelho não nos dá nem o conhecimento nem a verdade. Já houve homens que definharam diante dele, fascinados pelo que viram, ou enlouqueceram sem saber se o que o espelho mostrava era real ou sequer possível .Peço que não volte a procurá-lo. Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver .


Como o espelho mostra o desejo mais profundo, Dumbledore usou-o para esconder a Pedra Filosofal de Lord Voldemort, o vilão da trama. Somente alguém que quisesse obter a pedra, mas não para usá-la, conseguiria tirá-la do Espelho. Esse é o caso de Harry no capítulo XVII do livro.

De acordo com o livro O Mundo Mágico de Harry Potter, de David Colbert, o espelho é um teste ao caráter das pessoas, ele é símbolo da vaidade e do egoísmo, mas só uma pessoa desprendida pode conseguir do espelho aquilo que mais quer."

domingo, 4 de setembro de 2016

Sobre os felizes





Sobre os felizes


Por : Socorro Acioli

"Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.


De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.


Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.


O primeiro hábito que eles tem em comum é a generosidade. Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.


Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.


Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.


O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.


O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.


Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho."

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Resgatando almas


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A INVEJA


"Inveja é precisamente isto: uma doença dos olhos." 


Por : RUBEM ALVES


Gosto de tomates. Resolvi plantar uns tomateiros lá em Pocinhas do Rio Verde (MG). Amadureceu o primeiro tomate, todo vermelho, com exceção de um pontinho preto na casca. Nem liguei para o ponto preto. Colhi o tomate e me preparei para comê-lo. Dei a primeira dentada e cuspi. O que havia dentro dele era um verme branco, grande, enrugado, gordo por haver comido toda a polpa do tomate.
Foi essa a imagem que me veio à memória quando me preparava para falar sobre o mais terrível de todos os demônios. Ninguém suspeita. Ele vai comendo por dentro as coisas boas que crescem no nosso quintal. Eu sempre digo: demônios fazem ninhos no corpo. Cada um tem sua preferência. Neste caso a que me refiro, o demônio faz seu ninho nos olhos. E ele não gosta de coisas ruins e feias. Como o verme, ele prefere os tomates. Gosta de coisas bonitas. E o resultado é que, quando uma coisa bonita que cresce no nosso quintal (note bem: o demônio só faz sua obra no nosso quintal) é tocada pelo olho onde mora o verme ela imediatamente murcha, apodrece, cai. E aí vêm as moscas.
O demônio que se aloja nos olhos se chama inveja. Inveja vem do latim invidere que, segundo o dicionário Webster, quer dizer “olhar pelos cantos dos olhos”. Inveja não olha de frente. Quem olha de frente tem prazer no que vê. Quem olha de lado olha com olho mau.
Olho mau, olho gordo: muita gente tem medo desse olhar. Não precisa. O verme da inveja nunca faz nada com os tomates da horta alheia. Ele só come os tomates da horta da gente.
Explico. Fernando Pessoa diz que a inveja “dá movimento aos olhos”. Olho de inveja não olha numa direção só. Lembre-se do que eu disse: que o olho onde se aninha o verme da inveja só gosta de ver coisas bonitas. Então é assim que acontece. Eu tenho um belo tomate crescendo no meu quintal. É certo que não há vermes dentro dele. Vai dar uma deliciosa salada. Mas antes, vou mostrar o meu tomate para meu vizinho… Um pouco de exibicionismo faz bem para o ego. Mas aí eu olho para o quintal do vizinho. Ele também cultiva tomates. Vejo o tomate que cresce no tomateiro dele. Lindo! Vermelhíssimo, mais bonito que o meu. É nesta hora que o verme entra no meu olho. Meus olhos se movimentam. Voltam-se para o meu tomate que era minha alegria e orgulho. Já não é mais. Vejo-o agora mirrado, pequeno murcho. E ele corresponde: apodrece repentinamente e cai… Perdi o prazer da minha salada.

Esse movimento dos olhos é a maldição da comparação. Quando eu comparo o meu ‘bom-bom-mesmo-mais-que-suficiente-para-me-fazer-feliz” com o “bom” maior do outro, fico infeliz. E o que antes me dava felicidade passa a me dar infelicidade. Com a comparação tem início a infelicidade humana. Isso acontece com tudo. Comparo minha casa, meu carro, minhas roupas, meu corpo, minha inteligência e até mesmo meu filho.
Frequentemente os filhos são vítimas no jogo de inveja dos seus pais. Aquele meu filho, que é a minha alegria, delícia de criança, com um jeitinho só dele e que me encanta… Mas o filho do vizinho tira notas mais altas que o meu, é campeão de natação, é mais forte, mais alto e não é gordinho… Então, meu olho se movimenta e o verme se aninha. E se dá o mesmo com meu tomate: apodrece.

Que sentimentos me movem em direção a tal atitude?







Por  : Ana Virgínia Almeida Queiroz


Se até Pedro e Judas que beberam nas fontes de sabedoria, amor e justiça de um dos maiores ícones da história da humanidade, praticaram a omissão e a traição... por que não, eu? Por que não, você?
Séculos se foram e a humanidade pouco ou nada aprendeu...
Vítima ou algoz?
Alguns mais para um lado, outros mais para o outro.
Comentar, difamar, denigrir, agredir veladamente ou não, são alguns dos hábitos que todos nós podemos praticar em função de uma gama de imperfeições inerentes à humanidade.
Explica, mas não justifica alimentarmos o nosso lado mais vil. Esse que pode desestabilizar ou mesmo destruir.
No ímpeto de detonar um outro ser humano, sempre valem os questionamentos:
Que sentimentos me movem em direção a tal atitude?
Que ganhos significativos terei?
Qual a minha necessidade ao fazer isso?
O que tem essa pessoa que tanto me incomoda?
Agir dessa forma é de fato uma necessidade minha ou de outra (s) pessoa (s)?
Tem gente que "atira pedra" sem nem saber o porquê tem gente sendo apedrejada.
Muitas vezes nem temos nada contra o alvo, mas somos levados à injustiça por força alheia e pelo medo de enfrentá-la e também sermos agredidos. Esse é o ciclo da violência! Cultural? Enraizado? Vale a pena refletir!
Um olhar franco para as nossas próprias limitações como seres humanos, pode até não nos tomar perfeitos, mas certamente pessoas melhores.
Exercício diário: ao menor sinal de maledicência, pratiquemos o silêncio, mas optemos pelas justiça e verdade!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O EGOÍSTA E O INDIVIDUALISTA




 Por : Eduardo Loureiro Jr.

"É fácil reconhecer o egoísta. Ele é aquele que, indignado, corado, colérico, chama outra pessoa de — adivinhem — egoísta. A pessoa que é chamada de egoísta não tem nada de egoísta, normalmente é individualista.

Se você não entendeu, provavelmente você é um egoísta. Se deu um risadinha irônica, provavelmente é um individualista. Se apenas compreendeu, impassível, você é um santo. Não trataremos de santidade nesta crônica. O único propósito das palavras que seguem é esclarecer o egoísta que ignora sua própria condição...

O egoísta é aquele em torno do qual o mundo gira ou deveria girar — na visão do próprio, é claro. Ou, nas palavras do Houaiss, alguém que "subordina o interesse dos outros a seus próprios interesses". O egoísta é sutil, pois parece interessado nos outros. Porém é um interesse interessado mesmo, de quem quer que os outros se submetam a si. O egoísta é um grande controlador que tenta mover os outros como se esses fossem um conjunto de peças de um jogo. Como jogador, o egoísta acredita que sabe, melhor que ninguém, o rumo que deve dar às peças. O egoísta se acha generoso. E é mesmo benevolente, sempre disposto a transmitir sua energia às pobres peças letárgicas, que ficariam paradas a vida inteira se não fosse a generosidade do egoísta. Mas basta que uma das peças resolva se movimentar por conta própria, e em sentido diferente daquele que o egoísta pretendia, para que o egoísta tente forçá-lo a se corrigir.

Aqui entra o individualista. Aquele que, ainda segundo o Houaiss, "afirma sua individualidade pela independência de ações e pensamento". O individualista é aquele para quem cada um é um mundo girando à parte, conectado aos demais mundos por um equilíbrio delicado de repulsão, atração e gravidade. O individualista é adepto do "cada um na sua", é um macaco perfeitamente adaptado ao seu galho. O individualista é Fernando Pessoa, sob o heterônimo de Álvaro de Campos: "Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade./ Assim, como sou, tenham paciência! / Vão para o diabo sem mim, / Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! / Para que havemos de ir juntos? // Não me peguem no braço! / Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. / Já disse que sou sozinho! / Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! " O individualista é aquele que aprendeu a conviver consigo mesmo, que pensa que não precisa de ninguém e, por consequência, deduz que ninguém precisa dele.

Então se encontram o egoísta e o individualista. O individualista, que pensa bastar-se a si mesmo, não entra no jogo de mover peças do egoísta. O egoísta, ao encontrar alguém que não consegue submeter sutil ou abertamente, vocifera a sentença: "Seu egoísta, você só pensa em si mesmo". Não, não é verdade que o individualista só pense em si mesmo. O individualista pensa em muita gente, todo mundo separado, com encontros eventuais. A fala do egoísta é que está pela metade. O egoísta, se tivesse noção de seu próprio egoísmo, diria assim: "Você só pensa em si mesmo quando deveria pensar em mim." Mas isso pareceria ridículo até para quem não tem consciência de si. O individualista, se tem alguma disposição para a briga, assume aquilo que não é e responde seco: "Só um egoísta poderia reconhecer outro." Mas o individualista-padrão normalmente deixa passar, dando apenas dois passinhos para trás para se livrar da saliva fumegante do egoísta"




sábado, 13 de agosto de 2016

Às vezes não choro por fraqueza, mas por estar cansada de ser forte


"Devemos dar a nós mesmos uma licença de vez em quando para podemos desabafar e nos conectarmos com nós mesmos. Isso não é fraqueza, mas sim conhecimento de nossos limites e capacidades."

"Às vezes nos cansamos, chegamos ao limite de nossas forças e, simplesmente, nos deixamos levar. Chorar não é desistir, nem é um sinal de fraqueza.

Em algumas ocasiões não temos outro remédio que não recorrer a este alívio tão necessitado porque estamos cansadas. Cansadas de ser fortes. Porque a vida nos exige muito, e quem nos rodeia nem sempre é consciente de tudo que damos em troca de nada.de ser forte
Devemos dar a nós mesmos uma licença de vez em quando para podemos desabafar e nos conectarmos com nós mesmos. Isso não é fraqueza, mas sim conhecimento de nossos limites e capacidades.


Não carregue o peso do mundo nas suas costas. Carregue tudo aquilo que, de verdade, é essencial para você, e não se esqueça nunca de que o seu coração precisa de um espaço privilegiado para você mesma. E se precisar chorar, chore, porque só os mais fortes se permitem fazer isso.
Não se pode ser forte todos os dias

É possível que você também tenha sido educada sob uma ideia de que as lágrimas devem ser “engolidas”. De que a vida é dura e que chorar não serve para nada. Esta ideia, a longo prazo, pode nos causar problemas muito sérios a nível emocional.

O fato de “não chorar” envolve, muitas vezes, não demonstrar o que sentimos e nos esconder sob aparências falsas que não são corretas.

Se você se empenhar em aparentar estar bem, escondendo sentimentos e problemas, no final das contas não apenas irá esconder suas emoções do mundo, mas também de você mesma.

As emoções que se ocultam são problemas que não enfrentamos. E um problema não solucionado é uma emoção que acaba sendo somatizada em forma de dor de cabeça, enxaquecas, cansaço, tensão muscular, enjoos, problemas digestivos, etc.

Não se pode ser forte todos os dias, assim como ninguém pode esconder seu mal-estar ou tristeza durante toda a sua vida. Não é saudável nem higiênico. Você deve se permitir este instante de alívio onde as lágrimas atuam como autênticas liberadores de estresse, nervosismo, e emoções. Lembre-se:
Chorar cura
As lágrimas são um alívio que compõe o primeiro passo da mudança. Supõe assumir nossas emoções e liberá-las.
Após o choro chega a calma. Sentimos-nos mais relaxados para ver a realidade e tomar decisões.

A necessidade de ser forte quando a vida nos exige demais

Ninguém sabe melhor do que você o que você investiu para estar onde está. Ao que você teve que renunciar por pessoas que você ama.

E tudo isso foi feito por livre e espontânea vontade, pois era o que você desejava. Sempre chega um momento em que parece que a vida, e mais ainda, as pessoas que nos rodeiam, não nos tratam com o carinho que nós demonstramos por elas.

Você deve ser forte diante de uma sociedade que não facilita a vida em termos sociais e profissionais. Mostrar força diante de uma família que nem sempre é fácil lidar como deveria, diante de pais, irmãos ou parceiro que, em algumas ocasiões, costumam priorizar excessivamente a eles mesmos, sem levá-lo em conta.

E além disso, há dias nos quais você se cansa de ser forte, de levar tudo nas suas costas, e então, é preciso chorar.



É importante estabelecer limites e dar à vida somente aquilo que podemos oferecer.

Ninguém pode dar mais do que tem. É impossível oferecer alegria e felicidade aos outros se eles não retribuírem com o mesmo carinho, com o mesmo afeto. A chave está no equilíbrio. Para conseguir ser forte e poder lidar com todas as tarefas ao longo do dia e, por sua vez, cumprir com estes objetivos que temos em mente levando em conta as dificuldades, é importante colocar em prática estas dimensões:
Ser forte implica, primeiramente, estar bem consigo mesma. Cultive o seu crescimento pessoal, aproveite os seus momentos sozinha, os seus interesses. Ame cada pessoa que você tiver ao seu lado e, acima de tudo, ame a si mesma.
Os mais fortes são os que sabem amar e, por sua vez, amar também a eles mesmos. E não, isso não é um sinal de egoísmo.
Ser forte requer também liberar pesos que dificultam o nosso avanço, que afetam o nosso bem-estar e nos causam sofrimento. Sabemos que dói em muitas situações, mas é necessário deixar de dar prioridade a todos aqueles que não nos consideram.




Ser forte significa se permitir “ser fraco” de vez em quando. O que queremos dizer com isso?
Você tem direito de dizer que “não consegue lidar com isso ou aquilo”, que está além da sua capacidade, que não vai assumir mais responsabilidades do que as que já tem.
Você tem direito de dizer que “não consegue mais” e que precisa de um descanso.
Você tem direito de pedir respeito, demandar carinho, afeto e reconhecimento. Quem precisa de você deve compreender que você também precisa deles.
E, é claro, você tem todo o direito a seus instantes de alívio pessoal, de buscar um instante de intimidade para passear e pensar em si mesma, para chorar, para escutar seus pensamentos e atender as suas emoções, para tomar decisões e avançar.

Porque a vida é, no final das contas, isso mesmo. Caminhar por nossos próprios caminhos vitais com o máximo de equilíbrio e bem-estar interior."




Cortando o cordão umbilical: Os problemas de sua família não são seus.




Por Tais Trajano

A família é nosso primeiro meio social, é onde construímos e nutrimos nossas primeiras relações e também onde iniciamos nosso desenvolvimento do Eu. Os vínculos costumam se desenvolver de forma intensa, por vezes nos tornando cuidadores e defensores de nossa família.

Acontece que muitas vezes esses laços se constituem de forma a não estabelecer limites a essas relações, tornando-as disfuncionais.

Família disfuncional? O que é? “Uma família disfuncional é aquela que responde as exigências internas e externas de mudança, padronizando seu funcionamento. Relaciona-se sempre da mesma maneira, de forma rígida não permitindo possibilidades de alternativa. Podemos dizer que ocorre um bloqueio no processo de comunicação familiar”. Fonte: Boa Saúde

Em muitos casos um familiar responsabiliza-se por resoluções de problemas e conflitos que não deveriam ser de sua preocupação. Veja alguns que estão recentes em minha mente.
Filho que assumiu a posição de ‘chefe da casa’ após separação conturbada dos pais. Além de cuidar de si e de suas questões ‘adolescentes’, o filho sente-se na obrigação de cuidar da mãe e educar o irmão mais novo;
Filho de pais que vivem em meio a separações e ameaças de divórcio. O filho vira mecanismo de reconciliação/separação do casal, sendo peça fundamental para que um ciclo briga-separa-volta se mantenha a todo vapor;
Filha mais velha e adulta sente-se responsável por dar suporte a sua mãe (que criou a filha parte da infância sozinha), seja financeira ou emocionalmente. Tornando-se refém dos problemas da mãe, que são normalmente resolvidos pela filha ou não resolvidos para se manter esse tipo de relação;
Irmã que sente-se responsável por cuidar dos irmãos e já na fase adulta continua a resolver os conflitos e arcar com despesas financeiras dos irmãos;
Mãe que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sente-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles.

Ao expor os exemplos acima não me refiro a situações isoladas ou casos específicos. Me refiro a ciclos repetitivos que adoecem as relações e sobrepõem responsabilidades individuais, transferindo-as ao outro.

Em casos como os já citados todos têm prejuízos em suas vidas. Uma pessoa sobrecarrega-se, outra não amadurece, mantendo uma relação imatura, sem espaço para desenvolvimento com intuito de melhora.

Para alguns pode ser visto como prova de amor, mas não. Amor baseia-se em troca, respeito mútuo e limites. Estipular limites sim é uma prova de amor, amor ao outro e a si mesmo.

Normalmente quem se encontra neste tipo de situação enfrenta dificuldade em romper com o ciclo vicioso que retroalimenta, no entanto, é extremamente necessário que o indivíduo entenda o papel que vêm exercendo e o que o motiva a manter-se nessa posição (normalmente há algum ganho ou enrijecimento por um ganho do passado). A consciência do funcionamento familiar já é de grande valia já que muitas pessoas vivenciam essas situações sem nem ao menos perceber que algo está disfuncional, mesmo em casos em que haja sofrimento manifesto.

Em alguns casos uma conversa com alguém fora da família, como um amigo, poderá alertar e alterar o status da família. Outras vezes o processo terapêutico se faz necessário.

O processo terapêutico individual por si só já provocará desdobramentos no lidar deste individuo com seus familiares. Agora se o processo terapêutico for familiar, ou seja, todos os membros da família participarem, o processo poderá ser muito mais rápido, pois os conflitos referentes ao envolvimento e mecanismo familiar serão resolvidos por todos juntos, além de propiciar que todos entendam seu papel no funcionamento da família, possibilitando, assim, a escolha de permanecer retroalimentando os laços disfuncionais ou reescrevendo novas formas de organização e arranjo familiar.
Para alguns pode ser visto como prova de amor, mas não. Amor baseia-se em troca, respeito mútuo e limites. Estipular limites sim é uma prova de amor, amor ao outro e a si mesmo.

Normalmente quem se encontra neste tipo de situação enfrenta dificuldade em romper com o ciclo vicioso que retroalimenta, no entanto, é extremamente necessário que o indivíduo entenda o papel que vêm exercendo e o que o motiva a manter-se nessa posição (normalmente há algum ganho ou enrijecimento por um ganho do passado). A consciência do funcionamento familiar já é de grande valia já que muitas pessoas vivenciam essas situações sem nem ao menos perceber que algo está disfuncional, mesmo em casos em que haja sofrimento manifesto.

Em alguns casos uma conversa com alguém fora da família, como um amigo, poderá alertar e alterar o status da família. Outras vezes o processo terapêutico se faz necessário.

O processo terapêutico individual por si só já provocará desdobramentos no lidar deste individuo com seus familiares. Agora se o processo terapêutico for familiar, ou seja, todos os membros da família participarem, o processo poderá ser muito mais rápido, pois os conflitos referentes ao envolvimento e mecanismo familiar serão resolvidos por todos juntos, além de propiciar que todos entendam seu papel no funcionamento da família, possibilitando, assim, a escolha de permanecer retroalimentando os laços disfuncionais ou reescrevendo novas formas de organização e arranjo familiar.





terça-feira, 2 de agosto de 2016

Os parasitas emocionais







"Os parasitas emocionais são aquelas pessoas que vivem às custas de nossos sentimentos, nossas emoções e de nossos pensamentos. Não são necessariamente más pessoas, mas são pessoas que vivem imersas em seus complexos e não conseguem fazer algo por si mesmas.

Assim, pode-se dizer que há dois tipos de parasitas emocionais. Vejamos:

Os parasitas dependentes


Aderem a uma parte de nós e passam a vida nos confiando suas tristezas e seus maus momentos para que os reconfortemos. Estas pessoas precisam de nós para descarregar seu mal-estar com o mundo e, provavelmente, quando estão bem, não temos notícias delas.

Ou seja, quando a pessoa se sente saciada, se esquece de quem lhe deu de comer. No entanto, quando volta a sentir a necessidade de que validem seu estado de ânimo, voltam. Este comportamento, geralmente, não só nos queima e faz com que nos sintamos usados, mas seu estado afetivo negativo nos contagia.

Seu tom da queixa, de desapontamento e de pessimismo é tão habitual que elas exigem opiniões de maneira constante, com o fim de que consigam sair de sua “resmungação”. As lentes através das quais elas veem a vida estão tão energizadas que fazem com que questionemos nossa própria visão de mundo.



Os parasitas agressivos

Em segundo lugar estão aqueles parasitas emocionais que se comportam de maneira agressiva, se aproveitando de seu atrativo, sua liderança e sua capacidade de persuasão, a partir de promessas irrecusáveis.
Estas são aquelas pessoas que vão nos enganando pouco a pouco e invadindo nossa vida. Exigem cada vez mais afeto para si, sem parar para pensar nas consequências emocionais que ocorrerão para a sua vítima.

Nas relações, só contemplam suas necessidades e, embora não o façam de maneira premeditada, sempre tentam satisfazer seus interesses e caprichos acima de tudo. Do mesmo modo, derrubam qualquer pedido vindo da pessoa da qual se aproveitam.

Pedem carinho e atenção, fazendo com que cada vez a situação seja mais insustentável. Assim, vai sendo gerado um sentimento de ineficácia e de pouco valor que desenvolve um estado de insegurança e de baixa autoestima no outro.


Como é de se esperar, esta situação absorve nossas energias, nos desgasta e nos anula. Assim, quando nós percebemos isso, procurando tirar um tempo para nos “desintoxicarmos”, mas ao voltarmos nossas energias voltam a se esgotar.
Tire estes parasitas das suas costas, ande por seus próprios caminhos

Se você sentir que está carregando pessoas em suas costas, o mais adequado é que você analise e reflita sobre os desequilíbrios emocionais que estão provocando estas relações.
Lembre-se de que o parasita emocional lhe transmite e contagia com seus estados emocionais, sendo possível que você se sinta cansado e diminuído psicologicamente.

Assim, o importante é que você recupere todas aquelas necessidades próprias que ficaram largadas com a finalidade de atender seu parasita. Uma vez que você tenha sua energia de volta, faça-a prevalecer. Fazer isto não significa que você deixa de amar a pessoa, mas que você está se protegendo de determinados aspectos para poder manter seu equilíbrio emocional.

Você não pode se sentir incapaz ou culpado por não poder satisfazer as necessidades do outro. Cada um é responsável por sua vida e os demais apenas fazem parte dela, mas não são sua totalidade. Lembre-se de que “cada um tem a sua sorte” e não imponha o papel de salvador ou salvadora a si mesmo, pois somente nós somos responsáveis por nossa felicidade."


5 tipos de vampiros emocionais




Estão aí fora, esperando-nos, atraindo-nos para nos deixar vazios em seguida. Parecem boas pessoas, e confiamos mais neles que em qualquer outro. Esperamos mais, mas recebemos menos. São eles, os vampiros emocionais. Não procuram rastros de sangue, querem a sua energia emocional.

Da mesma forma como o restante dos vínculos que desenvolvemos ao longo da nossa vida, os vínculos emocionais crescem de uma forma ou de outra, dependendo de como forem alimentados.Naturalmente, se você lhes alimentar com tristeza, inveja, queixas ou revolta constante, o que você fará é criar vínculos pouco saudáveis.

Existem relações que podem ser excessivamente prejudiciais, produzindo um drama de dimensões enormes e se transformando em um atentado ao seu bem-estar emocional.

Existem pessoas que, intencionalmente ou não, podem fazer você se sentir deprimido, confuso, chateado e inclusive desgastado.

A verdade é que, sem estratégias de autodefesa para se manter na linha, as vítimas das pessoas tóxicas desenvolvem comportamentos e sintomas pouco saudáveis (comer em excesso, isolar-se, mudar de humor facilmente, constantemente se sentir cansado…).

Estas são chamadas de muitas formas, pessoas tóxicas, vampiros ou depredadores emocionais, parasitas, etc. Na verdade, ainda que esta classificação não tenha base cientifica, existem pessoas que esgotam e fazem você entrar em um estado de resignação e aflição que é difícil de lidar.

A seguir definiremos 5 tipos de pessoas que intoxicam as emoções, sugando a sua energia como um vampiro e observando você como se fosse um depredador.
Tipos de vampiros emocionais

1 – A pessoa passivo-agressiva


Este tipo de pessoa expressa raiva com um sorriso na cara ou com preocupação excessiva, mas sempre mantém a calma. São especialistas em camuflar e adoçar a hostilidade. Todos já usamos esta técnica alguma vez, mas estas pessoas abusam dela.

A melhor autodefesa é conduzir o seu comportamento mantendo plenamente as suas convicções, criando limites e fazendo-os valer. Você merece ser tratado com amor e sinceridade e não deve permitir que lhe a pessoa lhe fale “como se estivesse lhe perdoando a vida”.

2 – A pessoa narcisista

Tudo gira em torno deles, pois se acham o umbigo do mundo. São egocêntricos, vaidosos e estão famintos por admiração e atenção. Podem aparentar ser pessoas inteligentes e encantadoras, até que veem ameaçada a sua condição de guru, de exemplo a seguir, ou de autoridade intelectual.


Já que o seu lema é “eu primeiro”, revoltar-se ou expressar de forma assertiva as suas necessidades não terá efeito algum sobre eles. Já que costumam carecer de empatia ou tê-la bem enterrada, podem ter dificuldade de entender o amor incondicional fora de si mesmos.


Portanto, a melhor autodefesa é desfrutar das suas boas qualidades, mas sendo realista quanto às suas expectativas em relação a eles. Enquanto isso, não deixe que o esmaguem, ou que o façam se sentir inferior, entenda que o seu narcisismo é a sua necessidade.


Você pode conseguir a sua cooperação sempre que apelar para o seu próprio interesse e lhes mostrar como a sua solicitação irá beneficiá-los.


3 – A pessoa furiosa



Este vampiro tem o ofício de acusar, de atacar, de humilhar, de criticar e de criar conflitos. São viciados na ira, em reter as coisas, em castigar os outros. Congelam você e lhe batem, quebrando-o em mil pedaços com a sua fúria.

A melhor autodefesa é proteger a sua autoestima para que a sua ira não a atropele. Tome o seu tempo, crie pausas e respire. Procure manter-se neutro e equilibrado frente aos seus ataques de fúriae não responda até que você se sinta calmo.

Desta forma, você conseguirá desarmar essa pessoa, deixando-a espairecer para depois expor a sua visão, fazendo com que reconheça e perceba a sua posição.
Fazendo isto, você conseguirá inclusive sentir empatia por elas, perguntando-se sobre a dor que a faz se revoltar dessa forma.

4 – A pessoa mártir


Existem por todo lugar. Os mártires são os reis e rainhas do drama. Eles sabem como fazer você se sentir mal por algo, pressionando os botões da insegurança e jogando sal nas suas feridas.

A melhor autodefesa é deixar de lado a ideia de que você tem que ser perfeito. Todo mundo comete erros. Mas se de verdade você se sente culpado por alguma coisa, então afaste-se para outro lugar e chore se for necessário.

Você também pode responder aos seus ataques com uma declaração positiva como a seguinte: “Compreendo o seu ponto de vista, mas quando você diz … você fere os meus sentimentos. Agradeceria se você parasse de fazer isto”.

5 – A pessoa invejosa e fofoqueira



São as pessoas intrometidas, essas que se deleitam falando dos outros pelas costas, arrastando a sua reputação e propagando rumores maliciosos. Quando fazem isto, todo mundo ao seu redor se sente humilhado e menosprezado.

A melhor autodefesa é não se preocupar com o que essa pessoa diz de você e não levar os seus comentários para o lado pessoal. A atitude correta é subir um degrau e ignorá-los. Além disso, se você estiver em um grupo e começarem a falar de alguém, a melhor saída é mudar de tema e nunca participar de nenhuma fofoca.

Ainda assim, é prudente deixar claro que você sabe o que essa pessoa está fazendo e que isso não lhe faz bem. Você pode se dirigir a ela e dizer-lhe algo assim como “Os seus comentários ferem. Como você se sentiria se dissessem isso de você? Por favor, deixe de falar de mim”.

Identifique as pessoas que lhe causam dor e crie os seus próprios mecanismos de autodefesa para proteger o seu bem-estar emocional.
Tomar distância e se afastar das pessoas complicadas melhora a sua saúde.



Copiado daqui:



Manipulados e manipuladores.



Por : Ana Luisa Testa




Parece um divertido jogo de poder. Não é. Manipulação é abuso, cometido especialmente por aqueles que deveriam ser os últimos a cometerem: pais, irmãos, namorados, amigos e todas as demais pessoas importantes para o abusado. A dinâmica é perniciosa, pois o manipulado está preso emocionalmente ao manipulador. O interessante nisso tudo é que algumas manipulações são tão elaboradas que o manipulado sequer percebe que está nesse emaranhado, e pensa ele próprio desejar aquilo que o manipulador deseja também. E acaso perceba provavelmente vai desculpabilizar o manipulador, porque um dos fatores mais importantes nessa arte é parecer ser boa pessoa. Queridos, não se deixem enganar. Manipuladores são egoístas, não se importam com o que você sente, ou com o que você quer. Sua função na vida deles é clara: objeto de manobra, meio para conseguir vantagens para si próprio. Manipuladores são sedutores, verdadeiros artistas na fala e na escrita. Lembro-me de um personagem do livro O Senhor dos Anéis que se chamava Língua de Cobra, e como ele manipulava o rei plantando suas ideias na cabeça dele, acabava sendo o homem mais poderoso do reino. Será que também não nos contaminamos com ideias que terceiros plantam em nós para extrair algum benefício? O manipulador é craque em inverter o jogo: sabe culpar o outro por suas próprias ações e adora fazer-se de coitado. Isso soma dois bons instrumentos para sua prática: planta culpa e pena no interior do manipulado. Saibam que mentem, distorcem, criam versões e sabem o que estão fazendo. Existe nesse tipo de indivíduo uma falta de consciência humana (falta ética). Alguns por perversidade, outros por ignorância e incapacidade de amar. E se seu esquema não funciona, usa seu grande trunfo: a chantagem emocional. Acusa o manipulado de ingrato, traidor, e ameaça romper a relação. E o papel que o manipulado exerce nessa dinâmica relaciona-se a sua dificuldade de dizer não, sua dificuldade em identificar seus próprios desejos e pensamentos, sua tendência à colocar o outro em primeiro lugar, sua busca por paz e harmonia, seu medo de rejeição e de solidão, sua baixa autoestima e invariavelmente sua disposição em levar o mundo nas costas.




“Vejam como sou bom.”

Esse papel pode dar ao manipulado uma grande satisfação. Porque ele carrega a cruz como ninguém. E não se resigna a carregar apenas a sua. Corporalmente tende inclusive a ser um sujeito parrudo, um belo animal de carga. Para quê? Se você ama alguém, devolva a cruz para a pessoa por gentileza, você está colaborando para que seu amado seja um incapaz e dependa eternamente de você. Se cada um cuidasse de sua cruz teríamos um mundo melhor. Manipulado, tome distância, defina limites. Vá cuidar da sua cruz, ela está carente de sua atenção. Não pense que pode escapar dela por ter tantas outras para cuidar. Você pode empoderar-se e libertar-se dessa dinâmica doentia de dependência e manipulação. Já imaginou como seria trocar o mundo que está pesando em suas costas por asas?

terça-feira, 26 de julho de 2016

Viver mata! Lide com isso



Viver mata! Lide com isso
Acompanhando as mídias sempre aparece uma novidade QUE MATA. Uma comida, um hábito, qualquer coisa pode, de uma hora para outra, matar. O mais doido é que o que era considerado extremamente saudável em um mês, pode passar a ser mortífero no mês seguinte.
“Coma salmão, tem ômega 3!” “Não coma salmão, é cancerígeno!” “Beba chá verde!” “Pessoa morre por excesso de chá verde!” “Comer carne faz mal.” “Não comer carne faz mal.” “Fazer isso causa aquilo.” “Fazer aquilo causa isso.”
Tudo bem. É a evolução do conhecimento que impulsiona este movimento infinito…Mas o conhecimento evolui de modo tão radical assim, que faz com que o mesmo salmão que fazia muito bem um mês atrás, possa fazer muito mal no mês seguinte?
A ideia que estou me propondo a expor é : VIVER MATA! LIDE COM ISSO.
Uma pessoa pode ter um estilo de vida considerado impecavelmente saudável e adquirir um câncer fatal, por exemplo. Outra, pode viver uma existência de vícios até os 110 anos. E ser, em alguns momentos, feliz. Como todos. Ninguém é feliz integralmente. E se diz que sim, mente. Existem tendências, probabilidades, mas nesse assunto – até quando alguém irá viver? – não existe nenhuma certeza. A única certeza é a de que, a cada dia, estamos, todos os viventes, mais próximos da morte. “A morte é o destino da vida.” Já nos disse Freud.
É a existência da morte, ou seja, o limite da vida, que traz o encanto de se viver.
Você imagina ter que ser você para sempre? Eu não gosto nem de imaginar. EU tenho prazo de validade. E que venham OUTROS!
Coma o que comer, beba o que beber, faça o que fizer, você não estará se protegendo da morte. Você estará escolhendo a sua forma de viver. Faça a sua escolha, e deixe que os outros façam a deles. Carpe diem!


domingo, 24 de julho de 2016

Se você deseja algo, deixe-o voar!



Se você quer pegar uma borboleta, quanto mais a perseguir, mais ela irá escapar de suas mãos; em contrapartida, se você a deixar livre, ela pode pousar naturalmente em seu ombro. Se aplicamos esta frase tão famosa à vida real, poderíamos compará-la às pessoas com tendência a pressionar os outros.

Quem persegue e pressiona muito costuma fazer com que as pessoas ao seu redor se afastem. Para comprovar este efeito, pense se você já teve alguma vez um amigo ou conhecido que o pressionasse de forma exagerada e, por isso, você preferiu perder o contato com ele(a).

Como regra geral, não gostamos de nos sentir obrigados a nada. Quando algo nos interessa, nós, por conta própria, vamos atrás. Insistir muito, seja no campo da amizade ou do relacionamento amoroso, frequentemente acaba levando as pessoas a quererem se afastar.

Por exemplo, imaginemos ter uma amiga com a qual costumamos ter contato frequentemente, mas por uma situação de muito trabalho, falta de tempo ou necessidade de individualidade, já não temos vontade de encontrá-la. É aí que nos damos conta do tipo de pessoa com a qual estamos nos relacionando.

Personalidade saudável e madura

Se você deixa de contatar alguém de quem gosta, este poderá insistir em retomar o contato, mas de uma forma que não restrinja sua liberdade. Uma maneira saudável de agir seria fazendo comentários do tipo: “O que você acha de tentarmos nos encontrar qualquer dia, já que faz muito tempo que não nos falamos?”, “Espero que você esteja bem. Vamos tentar conversar qualquer dia, sinto saudades”, “Como você está? Podemos marcar um café quando você puder”.

Esta forma de falar demonstra vontade de querer retomar o contato, mas sem pressões ou vitimismo. Se não houver resposta da outra parte, a pessoa deveria deixar a outra “voar”, pois está claro que, pelo motivo que seja, não há vontade ou tempo para retomar o contato. Quando uma personalidade saudável deseja contatar alguém e se dá conta de que não há correspondência, ela se afasta sem pressões ou aborrecimentos.

Respeitar a liberdade dos outros

Exemplos de frases que poderiam ser ditas por alguém que não respeita nossa liberdade, com a qual decidimos não seguir contato:

“Por que você não me escreve mais? Está chateado/a?”, “Faz tempo que não sei nada sobre você, não sei o que lhe fiz, mas você está me fazendo muito mal”, “Faz muito tempo que estou tentando marcar algo, mas você está sempre se esquivando”, “O que está acontecendo?”, “Não entendo esta atitude de me ignorar, temos que conversar urgentemente sobre isso”.

Dar a entender que existe um mal estar, cobrar explicações e insistir para conversar com urgência são pressões para tentar fazer o outro se sentir culpado quando, na realidade, os motivos pelos quais alguém deixa de manter contato podem ser múltiplos. Por isso, tirar conclusões precipitadas e pressionar não costuma dar bons resultados.

Pressionar causa um efeito negativo

Pressionar não segura ninguém, e inclusive pode fazer com que a pessoa queira se distanciar por ter uma sensação de perda de liberdade. Em contrapartida, aceitar a situação pode fazer com que a pessoa que se distancia volte quando tiver vontade.

É o exemplo das boas amigas que nem sempre têm um contato muito frequente, mas que mantêm a amizade sem pressões e aceitam o espaço pessoal de cada uma, sabendo que são livres para se distanciarem quando precisam de solidão ou estão sem tempo. Esta liberdade de saber que a vontade de querer desconectar-se por um tempo não será tomada de forma negativa pelo outro é o que mais une as pessoas.

Quando sentimos que nossa maneira de agir é aceita, é o momento em que as relações adquirem mais confiança, pois sentimos a liberdade de distanciar-nos sabendo que esta atitude é compreensível. Há alguém disposto a aproveitar a sua companhia quando possível, aceitando que nem sempre será assim devido a diferentes circunstâncias.

Se você gosta de alguém, deixe que esta pessoa voe em liberdade; deixe que a vida flua de forma natural e o tempo colocará cada coisa em seu lugar. A pessoa que é “para você” voará a seu lado por vontade própria, sem necessidade de pressões ou vitimismo.

A melhor receita para atrair pessoas que desejam desfrutar de sua companhia: deixar-se conhecer, mostrar o seu melhor, demonstrar seus interesses para que o outro dê o seguinte passo. Se houver sintonia, ótimo; se não, dê liberdade e vá em busca de outra borboleta.

Fonte  :    A mente é maravilhosa

terça-feira, 5 de julho de 2016

O que há por trás da irritação frequente?




"por trás de  toda irritação há algum grau de frustração. Nós nos irritamos porque nos sentimos incapazes de controlar alguma situação ou pessoa. Isso é claro. Também é claro que todos nós, absolutamente todos, temos momentos de mau humor de vez em quando. Pequenas explosões de caráter que podem ser muito saudáveis quando são originadas por uma causa razoável.


Mas o que acontece quando a irritação não acaba? Quando permanecemos quase todo o tempo com a testa franzida, os olhos entreabertos e procurando alguma briga? Será que pertencemos a esse grupo de “resmungões por natureza” ou há algo mais aí?

A resposta é uma só: por trás de uma irritação frequente, há mais do que uma frustração passageira; o que se esconde é uma depressão encoberta.



A irritação crônica



Em algumas ocasiões, o mau humor não é algo de momento, mas se estende por semanas, meses ou anos. Às vezes, o incomum não é que tenhamos esses incêndios repentinos em nosso caráter, mas sim que consigamos manter a serenidade. A irritação vai se transformando em nossa maneira normal de ser diante da vida. Tudo nos incomoda, ficamos irritáveis e perder a calma é o que acontece com mais frequência.




Nesse caso, a irritação não está direcionada contra uma pessoa ou uma situação em particular. A pessoa simplesmente sente tudo o tempo todo, experimentando intolerância, aborrecimento e tédio.

Por sua vez, expressa-se por meio das atitudes clássicas: gritar, permanecer inquieto, tenso, ter sempre à mão um comentário de auto-desqualificação ou de crítica para os demais. Fisicamente, manifesta-se por meio do cenho franzido permanentemente, problemas digestivos e, muito provavelmente, dificuldades para dormir adequadamente.

Se esse é o seu caso, o mais provável é que não esteja irritado com o mundo: na realidade, está irritado consigo mesmo.

As razões que lhe impulsionaram a criar inimizade internamente com o que você é certamente tem a ver com os modelos mentais que gerencia inconscientemente. Há parâmetros que você escolheu para avaliar a si mesmo, sem ter muito claro o porquê, e que só estão servindo para reprovar a si mesmo mais uma vez. Também há experiências não resolvidas em seu passado. Por isso você se irrita, mas não sabe.


O fogo e a chama

Não é o caso de entrar e analisar aqui todas as possíveis razões pelas quais você decidiu se transformar em um dos seus piores inimigos. Está na profundidade da sua mente, no mais remoto da sua história. Mas o que, sim, podemos esboçar é pelo menos uma pergunta “por que são tão válidas as razões que o levam a manter-se irritado?”

Esqueça os demais, porque eles nunca vão se comportar exatamente como você quer ou pensa que devem se comportar. Os outros são somente uma desculpa que você utilizou para poder expressar a sua irritação. Não são as suas falhas, nem a crise econômica, nem a tensão bélica na Coréia que lhe deixam irritado.



Simplesmente, você tem uma ideia do “dever ser” na vida e não consegue se ajustar a ela. Isso faz com que se sinta terrivelmente mal; você não só se julga severamente, mas também se culpa e se atormenta. Paradoxalmente, seu ego gigantesco não o permite que se compreenda, nem que se perdoe.

A ira é como um fogo interno que arde. Um elemento capaz de dar calor ou de arrastar o que se encontre pelo seu caminho. Essa raiva indefinida é também uma força interna da qual não conseguiu se apropriar. Pode ser o motor de grandes ações, mas também a brasa onde se consomem os melhores momentos da sua vida.



Há um assunto que está pendente com você mesmo, não com os demais. Você deve resolvê-lo e, provavelmente, precisará de ajuda para isso. O que está esperando?"








Copiado daqui ,A mente maravilhosa



terça-feira, 28 de junho de 2016

O valor do sofrimento



'Alegrar-se é ser capaz de sustentar o infinito.'


O Sofrimento Move a Vida

terça-feira, 17 de maio de 2016

O DIA EM QUE MORRI




Por: - Lígia Guerra -
Estranho? Nem tanto. Se depois de ler esse texto você achar que ainda está vivo, ótimo! Caso contrário, é bom repensar se ainda existe algum sopro de vida aí dentro. Vou contar como tudo aconteceu.
A minha primeira parcela de morte aconteceu quando acreditei que existiam vidas mais importantes e preciosas do que a minha. O mais estranho é que eu chamava isso de humildade. Nunca pensei na possibilidade do auto abandono.
Morri mais um pouquinho no dia em que acreditei em vida ideal, estável, segura e confortável. Passei a não saber lidar com as mudanças. Elas me aterrorizavam.
Depois vieram outras mortes. Recordo-me que comecei a perder gotículas de vida diária, desde que passei a consultar os meus medos ao invés do meu coração. Daí em diante comecei a agonizar mais rápido e a ser possuída por uma sucessão de pequenas mortes.
Morri no dia em que meus lábios disseram, não. Enquanto o meu coração gritava, sim! Morri no dia em que abandonei um projeto pela metade por pura falta de disciplina. Morri no dia em que me entreguei à preguiça. No dia em que decidir ser ignorante, bulímica, cruel, egoísta e desumana comigo mesma. Você pensa que não decide essas coisas? Lamento. Decide sim! Sempre que você troca uma vida saudável por vícios, gulodice, sedentarismo, drogas e alienação intelectual, emocional, espiritual, cultural ou financeira, você está fazendo uma escolha entre viver e morrer.
Morri no dia em que decidi ficar em um relacionamento ruim, apenas para não ficar só. Mais tarde percebi que troquei afeto por comodismo e amor por amargura. Morri outra vez, no dia em que abri mão dos meus sonhos por um suposto amor. Confundi relacionamento com posse e ciúme com zelo.
Morri no dia em que acreditei na crítica de pessoas cruéis. A pior delas? Eu mesma. Morri no dia em que me tornei escrava das minhas indecisões. No dia em que prestei mais atenção às minhas rugas do que aos meus sorrisos. Morri no dia que invejei , fofoquei e difamei. Sequer percebi o quanto havia me tornado uma vampira da felicidade alheia. Morri no dia que acreditei que preço era mais importante do que valor. Morri no dia em que me tornei competitiva e fiquei cega para a beleza da singularidade humana.
Morri no dia em que troquei o hoje pelo amanhã. Quer saber o mais estranho? O amanhã não chegou. Ficou vazio... Sem história, música ou cor. Não morri de causas naturais. Fui assassinada todos os dias. As razões desses abandonos foram uma sucessão de desculpas e equívocos. Mas ainda assim foram decisões.
O mais irônico de tudo isso? As pessoas que vivem bem não tem medo da morte real. As que vivem mal é que padecem desse sofrimento, embora já estejam mortas. É dessas que me despeço.
Assinado,
A Coragem

domingo, 17 de abril de 2016

Eu fui PT





"Eu fui PT
Empunhei bandeira, colei adesivos.
Fiz campanha, fui a comícios, usei broches que eu mesmo comprei.
Sei de cor o jingles das campanhas de Lula
Me irritei com as seguidas derrotas
Gritei fora Collor, fora FHC e até fora Globo
Chamei o plano real de golpe
Falei que o “bolsa escola” era forma do governo comprar voto dos mais pobres.

Eu fui PT por que tinha que ser
Eu sou trabalhador, e não democrata, nem liberal, nem comunista
Então o partido do Trabalhador era o lugar do cara que teve que trabalhar pra pagar a faculdade,  e sabia que teria que continuar trabalhando duro pra comprar sua casa, pra pagar seu carro, pagar suas viagens.

Eu fui PT por ideologia e não fisiologia.
Não ganhei um centavo, não viajei de graça, não estudei de graça,  e nem acho graça nas coisas de graça.
Eu nunca achei golpe o pedido de impeachment de Collor,  nem os diversos pedidos manejados contra Itamar ou FHC.
A constituição atribuiu a representantes eleitos pelo povo a função de processar e julgar o presidente, e eu acho isso extremamente democrático.

Eu fui PT
E no ano de 2002 enviei cartões de Natal aos meus queridos amigos com a frase:
“A Esperança venceu o medo!” Eu estava trabalhando na madrugada daquele natal!

Eu fui PT,
E se as redes sociais existissem naquela época, eu compartilharia textos não de Jean Wyllys, ou Jandira, por que eu li Hélio Bicudo, Cristovam Buarque, Fernando Gabeira, eles não são mais PT

Fui PT até quando deu pra ser. Até o dia que o “T”de trabalhador foi substituído pelo “T”de trapaça, de trambique. Por que não de Traição.

O partido dos trabalhadores se agarrou ao poder, e abraçou Renan, Sarney, Collor e até o Maluf, criou fantasias e contou mentiras, soltou a mão de pessoas honestas e sérias, e foi aí que deixei de ser PT.

Eu deixei de ser PT, e me surpreendo com você
Que contesta o fato de Cunha ser o condutor do impeachment
Mas jamais contestou o fato dele ser um dos elos da aliança entre o governo e o PMDB

Eu deixei de ser PT, e me decepciono com você
Que acusa Temer de ser golpista e bandido,
Mas jamais contestou o fato dele ser, desde o primeiro mandato, o vice presidente escolhido por Dilma

Eu deixei de ser PT, e me assusto com você
Que ao ouvir uma gravação não comenta o conteúdo, simplesmente afirma que escuta foi ilegal.
Que diante de uma delação pautada em provas, limita-se a falar em vazamento seletivo.
Que de frente a evidências de fraude, corrupção e tantos crimes, ataca a imprensa, a polícia e o Juiz.

Eu deixei de ser PT, e me envergonho de você
Que aplaude políticos processados, julgados e condenados que entram de punho erguidos na cadeia como se fossem vencedores e não ladrões
Que afirma que o mensalão não existiu, que não há escândalo da Petrobras, que não é dono do sítio, nem do apartamento.... Que nunca soube de nada.
Que afirma que não há crime em uma prática absolutamente ilícita só por que ela já foi feita por outros.

Eu deixei de ser PT, e me incomodo com você
Que vai as manifestações da CUT cheias de balões, camisetas vermelhas,  e enormes palcos, tendas e militantes pagos, tudo custeado com dinheiro obrigatoriamente sacado dos salários de trabalhadores todos os anos com o nome de imposto sindical.

Eu deixei de ser PT, e não entendo você
Que fala em defesa da democracia, e afirma que pode ser golpe uma decisão de um congresso eleito pelo povo.
Que fala em voto livre, mas aceita a compra parlamentares com cargos e dinheiro

Eu deixei de ser partido, continuo trabalhador... e você?"






Márcio Augusto Costa - Brasília DF 15/03/16

https://www.facebook.com/marcioaugusto.costa/posts/1070615229698079

quinta-feira, 14 de abril de 2016

COMO EU FUJO DE MIM



Por :Irineu Deliberalli

Parece que o Dr. Freud tinha razão, ao afirmar, que todo ser humano tem um lado destrutivo dentro de si, devido à intuição nata, de que a morte sempre vencerá, então eu procuro maneiras constantes de me auto-destruir, fator que vem confirmar em parte esta afirmação.


Com o desenvolvimento da Psicologia, aprendeu-se que o nosso lado sombra, (padrões cristalizados na infância, ou lembranças de outras vidas) tem uma influência bastante grande em nossas histórias de sofrimentos, e está a agir, independente da afirmação instintual do Dr. Freud,em nosso dia-a-dia, mantendo-nos presos a situações, que em grande parte das vezes não conseguimos entender ou enfrentar.


Podemos afirmar com toda segurança, que todo ser humano, tem dentro de si, um enorme arsenal destes padrões, onde nossas necessidades ou expectativas não foram atendidas, e isto tem feito, que fiquemos parados ou até paralisados, diante de vários papéis em nossas vidas, onde não enfrentamos e não resolvemos coisas que são de nossas competências enfrentar e resolver.


Percebam quantas coisas adiamos, quantas coisas deixamos para amanhã, ou o pior, quantas coisas acontecem diante de nossos olhos, onde deveríamos ter atuações seguras e assertivas, mas nos calamos, fugimos, fingimos que não vemos, ou até quando o outro nos coloca sua verdade com harmonia, nós projetamos neste outro, o problema colocado, como se aquilo não fosse nosso, e sim deste outro que está nos mostrando algo que não queremos ver em nós.


Desta maneira, vou vivendo minha vida, sempre atropelando, não entendendo porque as coisas me acontecem, achando que DEUS se esqueceu de mim, que meu anjo da guarda está de férias, que meu guia espiritual ficou de costas, ou que sou um subnitrato qualquer de pó de traque, sem nenhum valor, sem nenhum mérito, me sentindo o azarado, o perseguido pelo azar, o coitadinho; entro então num padrão psico-espiritual horrível, passo toda minha vida a ficar com dó de mim, então permaneço na queixa e em muitos momentos na depressão.


Nisto a vida passa, as oportunidades também, vejo as outras pessoas conseguindo resolver suas vidas ou seus problemas, e neste momento, tenho duas opções, ...o reforço de que sou uma droga de pessoa, do tipo ..."tá vendo, só dá para os outros, eu não consigo mesmo...." e me encho de culpas,. Ou a outra possibilidade é ter inveja das pessoas que conseguem aquilo que eu também queria conseguir para mim.


Mas como vou conseguir o que quero ou preciso, se meu padrão mental não me permite??????


Como conseguir melhoria se fujo de me ver......... Pensem.... o universo é sábio, ele não brinca, ele existe com uma finalidade, e estamos nele, para que está finalidade de concretize. Mas como concretizar esta finalidade se fico parado, se fujo de mim,????????????


Lembram da frase..."conheça a verdade e ela te libertará",? É assim que o universo está agindo comigo, com você, conheça a sua verdade e se liberte, sim, se liberte do medo de saber e ter a você mesmo, de se conhecer.


A solução de qualquer coisa que lhe aflige está em você mesmo, dentro de você, o teu problema, qualquer que seja, a solução está em você, na maneira que pensa, na maneira que age, nas expectativas ou cristalizações que formou em sua mente....Só você pode resolver sua vida, não é DEUS que irá fazê-lo pois lhe foi dado a inteligência para que exercitando-a, encontre o caminho do conhecimento, que nos leva à sabedoria e com sabedoria, resolveremos qualquer coisas, enfrentaremos qualquer desafio, nos livraremos de qualquer situação.


Assim DEUS nos dotou, com uma célula divina, com o mesmo poder dele,... só que por vários motivos sociais, políticos e religiosos, nós estamos presos na culpa, no imobilismo, na não ação, e desta maneira, fugimos de nós mesmos, parece que temos medo de saber a nossa verdade. De conhecer quem somos.


Devido este processo, sofremos as conseqüências de nossas não atitudes, de nossas não ações, perdemos inúmeras oportunidades, pelo nosso imobilismo, por não querermos mudar. Aí vemos vários mestres e nos diz que somos perfeitos, que não temos erros, que temos tudo o que precisamos para sermos felizes e superarmos todas as adversidades, e ficamos mudos diante destas afirmações.


Paralisados, sem ação, sem saber o que fazer com nossas queixas, não querendo assumir a responsabilidade por nossas vidas, esperando sempre que um outro qualquer, venha nos salvar ou nos dizer o que temos que fazer ou como devemos fazer........ simplesmente para não termos que tomar atitudes ou assumirmos responsabilidades sobre nossas vidas, nosso livre-arbítrio, e nos desobrigarmos deste enorme peso, que está em nossos ombros, que são nossas queixas, nossas mágoas, nossos apegos, nossos medos.


Será que não chegou a hora de darmos um basta nesta nossa atitude, e nos tornarmos parceiros dos universo, irmos de encontro ao nosso real, e verdadeiramente descobrirmos aquilo que nosso ego tenta encobrir, e como o ego não tem maturidade, ele nos boicota, tentando nos enganar, pois a única oportunidade de crescimento espiritual que tenho é me conhecer, saber quem eu sou, conhecer e dominar meus sentimentos? Quem de nós domina e conhece seus sentimentos?






ANGÚSTIA, DA MORTE PARA A VIDA.





"A análise permite que a angústia que antes era vista como pânico frente a morte, transforme-se em desejo irremediável pela vida."


"Entre um momento infinito, em que o relógio marca a diferença entre dois segundos, parece que se passa uma vida inteira frente a nossos olhos. A sensação de desamparo, de falta de sentido, de falta de apoio, de que ninguém e nem nada pode retirar nossa alma, nossa mente, nosso corpo, do sofrimento psíquico angustiante que a certeza da morte traz.

Muitos foram os relatos de Hematidrose, o mais conhecido, o que ocorreu com Jesus Cristo. Hematidrose significa suar sangue.

Bom, claro que pouquíssimas pessoas em sua existência irão chegar a este ponto, porém existe algo que ocorre em nossa existência. Em algum momento de nossas vidas parece que nossos sonhos vão se desmoronando, as coisas deixam de se encaixar, uma doença, uma perda de alguém querido, um momento mais complicado em nossas vidas, bom, de qualquer forma, em algum momento muitos de nós irão passar pelo que a psicanálise conhece como angústia.

Freud fez um tratado diferenciando a Angústia do Medo, da Fobia, do Pânico. Hoje a psiquiatria traz outro nome, dando ênfase no sintoma e não na constituição do fenômeno.

Na bibliografia médica mais atual, os quadros de angústia são conhecidos como Transtorno de Ansiedade Generalizada. A mente não para de mentir para nós, e por mais verdades que ela diga, continuamos tentando nos enganar com o que acreditávamos, e não com o que a mente traz como novidade.

Para quem não passou por este estado conscientemente (Lacan em "Complexos Familiares" diz que todos passamos por isso no nascimento) podemos comparar a situação da angústia como uma pessoa que está nadando na praia. De repente, sem mais nem menos, a pessoa perde o chão, não alcança mais a areia sobre seus pés e aos poucos se percebe sendo arrastada pela correnteza. As ondas batem cada vez mais fortes, por mais que se tente nadar não se consegue sequer subir a tona para respirar. A respiração a cada onda que passa, deixa de ser controlada pela pessoa, ao contrário, a sensação é de que o mar tomou posse de toda nossa liberdade, nos restando apenas o medo, o pânico, a certeza de que dependemos na verdade de algo além de nossas forças, além de nossa capacidade, até mesmo para respirar.

Lutar contra a maré nos cansa cada vez mais, até que vamos como que desistindo de lutar, mas mesmo assim, isso não quer dizer que desistimos da vida. No meio do mar, sem tocar o chão, sem amparo algum, sem nada, absolutamente nada para que pudéssemos nos agarrar e assim conseguir respirar, apenas nos entregamos às ondas, clamando misericórdia e que a morte chegue o mais rápido possível. Mais uma vez, clamar pela morte não significa desistir e tentar suicídio, significa apenas que não estamos mais conseguindo fazer absolutamente nada por vontade própria e que de alguma forma, outra coisa tomou conta de nós, a certeza da morte.

Pode parecer assustador esta descrição comparativa do que é uma sensação de angústia, acreditem, é muito pior, pois tudo isso parece acontecer a cada segundo, a cada respiração, a cada batida de coração. É como se estivéssemos em em constante estado de Pânico, em constante estado de alerta, e quando passamos pelos exames clínicos, bateria de exames de sangue, dosagem de lítio, entre muitos outros exames, não se encontra nada de errado no corpo. O corpo está na verdade possuído, verdadeiramente por alguma coisa, mas não necessariamente uma coisa ruim, embora o sentimento seja este.

No começo do texto disse que era uma tentativa de nossa mente dizer-nos algumas verdades, por exemplo, que por mais que tentemos ser magros, belos, jovens, honestos, trabalhadores, a vida pode acabar num segundo e que nós não temos TODO o controle. A sensação é que o único controle TALVEZ seria o do momento da morte, de findar o sofrimento.

A Angústia descrita por Freud e por Lacan diz de uma outra coisa que não da morte e do desejo pela morte, ou da tentativa de suicídio. Diz, ao contrário da vida, do desejo pela vida, por uma nova vida, diferente da que a pessoa está levando e que, de alguma forma, o homem velho tem que perecer. É como se em determinado momento, a existência dissesse:

- Pronto, já viveu como você achou que deveria, agora, está na hora de ser você, de ser feliz.

O processo entre o "achar ser o que se deve ser" e o "ser" de fato o que se é, é complicado, doloroso, leva tempo, mas depois de toda tempestade vem a calmaria, e porque não pensar em paz?

Quem está vivendo este estado, não quer ser feliz, não quer nada além de paz, de fim, de uma outra coisa que não o sofrimento. Acreditem, só quem passou por isso sabe que qualquer coisa, até mesmo a aniquilação total é melhor que continuar assim.

Aniquilação, é esta a sensação que se tem. Parece que nossa cabeça vai derreter, o corpo não responde mais às nossas vontades. Ir ao cinema, a um velório, a um circo, trabalho, férias, tudo passa a ser mais e mais do mesmo. As coisas perdem verdadeiramente o sentido que tinham até então. A pessoa perde o gosto por aquilo que antes era-lhe extremamente prazeroso. A comida para de alimentar e passa a ser apenas algo entrando pela boca e deixando uma marca ruim ali no estômago, uma sensação de nutrição, de algum prazer que outrora existia, passou a ser a sensação de adiar o inevitável, apenas isso.

O amparo e o apoio dos familiares neste processo, principalmente a busca por um psicólogo / psicanalista de confiança é de suma importância. A família deve estar lá presente e suportar o sem sentido do desanimo, do cansaço, das falas desconexas. O analista vai estar lá para ouvir estas falas e aos poucos permitir a emergência daquele outro que quer nascer, que está já pronto para a vida e que não consegue mais esperar as mentirar que criamos para responder ao social.

Aos poucos como um parto, o trabalho analítico vai permitindo que o sujeito do desejo possa emergir e com isso, uma postura ética frente a seus desejos, seus atos, suas vontades. A pessoa em análise vai descobrindo e remontando sua história, dando novos sentidos, na verdade recobrando o sentido original que as coisas tinha, e deixando os sentidos criados até então de lado.

A análise permite às pessoas a encontrarem-se com tudo aquilo que antes lhes eram "boas" e que agora passaram a ser sinônimos de mal-estar. A análise permite ao sujeito ter esta oportunidade de surgir e de aparecer em um ambiente fictício (como diria Lacan), em uma experiência fabricada e não natural, pois não é uma experiência que a vida permite acontecer naturalmente. Não dizemos de um ambiente controlado, mas dizemos de uma regularidade que o horário, o tempo, o custo, o analista e o local, permitem que a pessoa tenha um espaço para aos poucos ir se reorganizando em sua vida e ali dentro, olhar para todo o caos, para todo o "non-sense" e simplesmente apreciar, admirar e até mesmo sorrir frente a tudo isso, mas desta vez, em paz.

A análise permite que a angústia que antes era vista como pânico frente a morte, transforme-se em desejo irremediável pela vida."

Autor:MARCO LEITE

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"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe





"Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!"



Clarice Lispector