"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)




sábado, 5 de setembro de 2009

Quando se vive em cubos.




* "Fazem parte da minha realidade os bons e os maus, os sonhadores e os realistas, o bem e o mal. Não tenho o dom de excluir aquilo que não me agrada, mas tenho o fantástico poder de conviver com todo o tipo de coisa, sem permitir que me deprimam os atropelamentos ou os assaltos, os estupros ou os assassinatos."


                                                       Quando se vive em cubos



As pessoas criam mundos ao redor de si.
Mundos que se perpetuam em dimensão e profundidade.
Mundos para se proteger do que elas odeiam, ou para se refugiar no que elas amam.
Criam um universo de isolamento, que ao entrar, o sentimento pode ser de liberdade, vasto, eterno em suas pequenas dimensões físicas. Um quarto de adolescente pode ser uma galáxia para ele e seus temores com o externo.
Uma cela para um preso é um universo. Pequeno, oprimido e dilacerante.
Complexos interiores são universos que uma pessoa trafega, vagueia, se perde, se martiriza, enquanto se eterniza o cárcere problema. Pode ser um complexo minúsculo, bobo. Mas para quem sofre é um cubo invisível, quase impossível de se libertar.
Outros vivem num cubículo aparentemente pequeno de sentimentos interiores. Mas que se perdem na extensa dimensão amorosa, onde latitudes e longitudes são, por assim dizer, imensuráveis. Esse é o universo dos que compreenderam a essência da palavra amor. Esse é o universo minúsculo demais para a grande maioria dos mortais, imersos em seu gigante e desproporcional ego.


Tomando minhas as palavras de Henrique Goldman, sigo o raciocínio:
“Presos ou solto, nós, seres humanos, somos muito cegos e sós. Quase nunca conseguimos transcender os nossos estreitos limites para enxergar os outros e a nós mesmos sem projetar o nosso próprio vulto na face alheia e a cara dos outros na nossa”. Como dizia Sartre, ironicamente: “O inferno são os outros”. E por isso sofremos tanto, perdidos e atordoados no labirinto escuro e gelado que não sabemos se é nosso ou alheio.


(Ed França)
Texto criado para catálogo da série de trabalhos “Cubos”. 2002.


























A VIDA É INSEGURANÇA


Cada pessoa cria uma determinada segurança psicológica, sem saber que a sua segurança é a sua prisão.

As pessoas estão cercadas por todos os tipos de inseguranças; daí o desejo natural de criar proteção.  Essa proteção torna-se cada vez maior à medida que você fica mais atento aos perigos pelos quais está passando.

A sua cela na prisão vai ficando menor, você começa a viver tão bem protegido que a vida em si torna-se impossível.

A vida só é possível na insegurança. Isso é algo muito fundamental para se entender: a vida em sua própria essência é insegurança.

Enquanto você está se protegendo, está destruindo a sua própria vida. Proteção é morte, porque apenas aqueles que estão mortos nos seus túmulos estão absolutamente protegidos. Ninguém pode fazer mal a eles, ninguém pode ser injusto com eles. Não há mais morte para eles. Tudo o que poderia acontecer já aconteceu. Nada mais vai acontecer.
Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros"

* citação copiada de sala de forum: por Catarina de Órleans e Bragança


 

2 comentários:

  1. Também gostei muito do seu blog. Não só vou estar sempre passando por aqui, como também vou seguí-la. Sucesso e fique com Deus. Beijos.

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Muito obrigada pela visita.
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Rejane

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