"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)



“Presos ou soltos, nós, seres humanos, somos muito cegos e sós. Quase nunca conseguimos transcender os nossos estreitos limites para enxergar os outros e a nós mesmos sem projetar o nosso próprio vulto na face alheia e a cara dos outros na nossa.”


"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe





"Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!"



Clarice Lispector



quinta-feira, 11 de junho de 2009

Necessidade de aprovação é falta de auto-aceitação .






















Essa perigosa necessidade de agradar. 


 
Desejar a aprovação alheia talvez seja o desejo maior de quase todo ser humano. Essa dependência  mantém o indivíduo à margem da armadilha da busca dessa aceitação. Essa busca é caminho contrário ao que necessita a natureza interior.O homem para ser feliz e inteiro necessita da sua própria aceitação . Quando o homem investe toda sua energia e tempo para esse fim, ele perde-se de si mesmo.Ele se desconecta de todas as necessidades vitais importantes para a sua vida. Escolhas baseadas na aprovação do outro não traz satisfação interior .
Desenvolver a auto-aceitação é o caminho para a conquista da verdadeira felicidade-é o caminho ao amor próprio. Este processo passa necessariamente  pelo auto-conhecimento.






Beleza é fundamental!! mas afinal, qual o padrão certo de beleza? 




 
As pessoas precisam se sentir bonitas, e isso independente de qualquer classificação de beleza .



Para se gostar é necessário se aceitar , gostar do jeitinho que se é.



Rejane Ramos







        GOSTAR DE SI MESMO
             ABRE O CAMINHO PARA O AMOR.


Marcos Ribeiro


É possível chegar ao amor, esse gostoso sentimento com que todos sonham. Para que isso aconteça, no entanto, é preciso, antes, buscar o amor no fundo de si mesmo. Não adianta querer ouvir uma bela declaração de amor de alguém se ela não flui de seu próprio interior.
Há uma historinha que diz: "Haviam criaturas que eram muito grudadas - com quatro pernas, duas cabeças, um pênis e uma vagina. Eram completas, felizes. Tão felizes que provocaram a inveja de Zeus, que, com um raio, as separou em duas pessoas: um homem e uma mulher. Mas com a maldição de que uma metade jamais encontraria a outra". Quando a paixão toma conta do coração, a pessoa tem a ilusão de que encontrou essa metade. Muito procurada e desejada. É um sentimento forte, violento talvez, que leva muita gente a um estado quase insano em prol do desejo do outro. Mas do que o de si mesmo. É por isso que, quando se vive uma paixão, cada um tem a sensação de completitude, de integração, de poder até compartilhar o sono. Vivenciar o sonho. Como se fosse o que faltava para caminhar. Quando ocorre a perda disso, se dá a perda de si no outro.
Esse é o grande "nó" das relações de paixão: atribuir a felicidade ao outro, acreditar que o amor faz parte do outro. É o contrário: esses sentimentos devem estar em cada um, fortalecendo-se com a presença do outro. A pessoa a quem se ama não pode ser a responsável pela felicidade da outra, mas "co-autora" dessa história.
O maior empecilho para a vivência de uma paixão é a visão oposta que homens e mulheres constróem em relação ao próprio corpo e ao do outro, a sexualidade e à amorosidade. Uma genitaliza o desejo, o outro erotiza o corpo todo. De um lado, temos mulheres que experimentam a paixão visceralmente: de outro, homens com dificuldade de se entregar e um medo enorme de ficar "na mão" da amada. Assim, constatamos que a entrega feminina é mais intensa - e dolorosa - do que a masculina. Dolorosa porque, quando a relação termina, o sofrimento da mulher se apresenta mais claramente do que o do homem. Ela, em geral, se dá um tempo para refletir sobre as perdas e ganhos. Ele parte logo para novo relacionamento. Aos pedaços, muitas vezes, mas sem pensar em profundidade sobre o que representou o envolvimento. A nova relação certamente, estará fadada ao fracasso.
Essa "administração amorosa" diferenciada - resultado da noção de sexualidade que é transmitida a meninos e meninas - fica evidente, por exemplo, na relação extraconjugal. Enquanto a mulher apaixonada, mesmo casada, larga tudo pelo amado, o homem se divide em relações paralelas sem a coragem feminina de viver intensamente esse estado de ilusão. Mas porque ilusão se cada um fica feliz e satisfeito? Porque essa emoção, não se mantém por muito tempo. E isso ocorre por ser real, diferente do amor, que proporciona o contato consigo, com o outro e com o mundo que o(a) cerca. O que temos de entender é o que há por trás dessa busca. As vezes, ela vai atrás da necessidade que já tem, que vem de sua história, como necessidade de carinho, atenção, aprovação, cuidado, proteção ou sexo. É como se o outro fosse preencher o vazio que ela tem. E muitas vezes até preenche, mas não é verdadeiro, apesar de ser intenso. Isso porque uma relação se constrói na reciprocidade e no amadurecimento, como no amor. Na paixão, não. Há certo desnivelamento. Com a sensibilidade mais aflorada nos momentos de paixão, é comum aparecerem sentimentos de rejeição. E o que acontece é que ninguém sabe lidar com ela, até porque é desestruturador perceber que es está sendo rejeitado pela pessoa em quem se está investindo tudo. Só que, na realidade, ninguém rejeita ninguém. Isso também é ilusão. É a própria pessoa que se rejeita e projeta esse sentimento no outro. Ela acaba achando alguém que a rejeita, para, no fundo, confirmar o que se sente por si mesma. É como se cada um tivesse um "radar" para ir buscar nas relações do cotidiano o que vai reforçar suas crenças interiores.
A paixão só pode ser integradora se a pessoa percebe que o gostar está em si, não no outro. Podemos dizer, até, que esse é o caminho para o amor: "Não posso amar o próximo se não gosto de mim ..." É preciso, primeiro procurar esse amor no fundo de si mesmo. Não adianta querer ouvir a melhor declaração de amor se ela não flui primeiro de dentro para fora. Quando, no fundo, a pessoa não se curte. Por isso, para que a paixão fortaleça e vire amor, é importante abrir o espaço interior para torná-lo cada vez mais sensível.
É preciso amadurecer para construir o amor, em que há compreensão, trocas e cumplicidade. A partir daí, cuide da forma. Do jeito. Do gesto. Cuide do cuidado. Cuide do (com) carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do próprio amor e só assim tentar fazer seu amor feliz.


Fonte: http://www.casadamaite.com/



                                                                                                       EU COMIGO MESMO
                                                                    Geraldo Eustáquio de Souza



Amar o que eu sou. Todo indivisível que constitui o ser e o acontecer do meu corpo no espaço e no tempo. Amar as coisas que eu estou fazendo e o modo como eu as faço. Amar as minhas limitações,como amo as minhas possibilidades . Nos meus acertos e erros ,amar o meu projeto que vai se transformando em obras ,o trabalho da construção de mim mesmo.


Amar-me como eu estou aqui e agora.Vivendo a vida simplesmente, naturalmente com o ar que eu respiro, o chão que eu piso, as estrelas que eu sonho Às vezes gostar de mim é um desafio uma prova de fogo que testa se eu realmente me amo ou apenas finjo amar-me.


Gostar de mim na perda, quando a vida me fechar uma porta sem nenhum aviso ou explicação. Gostar de mim quando me comparo com os outros, quando me avalio pelos padrões estabelecidos de sucesso, beleza, inteligência, poder,deixando de amar o que sou em nome daquilo que me faltou, daquilo que me sobra em relação ao meu semelhante.

Gostar de mim quando erro, quando fracasso, quando não dou conta,quando não faço bem feito e ainda encontro quem me critiquem ,zombe de mim por eu ter sido apenas o que sou:- limitado, vulnerável, imperfeito, humano!




Gostar de mim no fundo do poço ,cabeça a mil,coração a zero,e ainda assim ,ser capaz de ouvir e de respeitar as referências do meu próprio corpo como um amigo fiel, atento e carinhoso.


Estar comigo e me fazer companhia quando mais ninguém parece estar disposto a me escolher e me aceitar. Estar do meu lado,ainda que tudo e todos permaneçam contra mim.


Minha vida me pertence de fato e de direito e posso me dispor dela da maneira que eu bem entender. Se a minha escolha não for semelhante à sua ,não posso me entristecer ,nem devo me sentir infeliz por não receber o seu aplauso:- eu sou eu e você é você. Amar-me ,é descobrir que eu sou e que o outro é o outro. Não é preciso que eu me justifique com você a todo tempo buscando a sua aprovação.


Amar, é reconhecer e aceitar as nossas diferenças, e me amar, é dar-me o direito de ser diferente, ainda que às vezes isso represente ser rejeitado por você. Amar é dar a mim, o que é meu ,para dar a você o que é seu. Amar-me é responder presente à chamada do presente.Estar presente, é estar inteiro, e estar inteiro, é estar consciente das partes nem sempre lógicas e coerentes que constituem o meu ser aqui e agora. Estar presente é respirar.


Perder o fôlego é fatal;- morro para a vida agora ,em nome de alguma coisa que eu penso estar me faltando, que eu penso que me faltará. Presente, é o presente que a vida me dá a todo momento. Devo recusar? Meu passado é uma gaiola de ferro. Meu futuro é uma gaiola de vento.Uma me prende por ser tão certa e definitiva ,outra, por ser tão vaga e absurda.


Meu trilema: querer poder e dever. Ás vezes quero, mas não posso, às vezes posso, mas não devo, às vezes devo, mas não quero. Gostar de mim, é fazer aquilo que eu posso, para alcançar aquilo que eu quero.
Gostar de mim é não usar aquilo que eu devo como desculpa ,para coisas que eu realmente não posso. Só no presente eu posso voar.


A vida é a síntese de todos os opostos que constituem a vida:- nascimento e morte, alegria e tristeza, sucesso e fracasso, certo e errado, alto e baixo, bom e mau, prazer e dor . Experimento o verdadeiro auto-amor, quando descubro, sob o véu dos meus conflitos, a maravilhosa harmonia que existe entre todos os opostos.


Conheço os sintomas de minha depressão: penso nas coisas desagradáveis que estão correndo à minha volta, penso nos aborrecimentos que estas coisas estão me trazendo, penso em como estou impotente para mudar o curso dos acontecimentos, penso que eu sou mesmo um pobre coitado ,vitima das circunstâncias... pensar... é o bastante!


Gostar de mim, é ser capaz de me sentir, antes de pensar. Gostar de mim, é mergulhar na dor que me chega ,ao invés de evita-la a todo custo. Amar a mim mesmo , é algo muito diferente de ser egoísta. Só alguém que não se ama,alguém que despreza o tesouro que possui no seu interior ,é capaz de tornar-se egoísta.
Buscando possuir sempre mais ,julgando-se o maior e o melhor em tudo, tentando ser o centro de todas as atenções, o egoísta, no fundo, deseja apenas ser reconhecido por todos, como a pessoa mais importante do mundo.


Alguém só se torna egoísta , quando não se sente importante para si mesmo ,quando não consegue se amar. Quando eu sou a pessoa mais importante do mundo para mim mesmo, acontece o verdadeiro amor, o amor que tanto me falta . O que sinto , o que faço , de onde vim, para onde vou, é no outro que eu traço o perfil do que eu sou.
O que vejo no outro ,é a minha própria imagem refletida. (É inútil eu querer me enganar : só vejo uma espinha no espelho, se no meu rosto tiver mesmo uma espinha...) Quando eu compreender o que se passa comigo, posso compreender o que se passa com o outro.

O outro deixa de ser um enigma, quando eu compreendo a enigma que eu sou. Eu me relaciono com as outras pessoas, do mesmo modo como eu me relaciono comigo .Se eu me amo, não sei te odiar, se eu me odeio, não sei te amar, se eu me desprezo, não sei te respeitar, se eu me respeito, não sei te desprezar.


Como eu te aceito, se eu me rejeito? Como eu te rejeitar, se eu me aceito? Celebro o amor a mim mesmo, o nascimento do amor pelo meu próximo, em permanente transformação. Todas as vezes que eu saio do meu ritmo, eu danço... trata-se da minha vida , da única coisa que eu sou e possuo neste mundo. Posso fazer dessa vida , o que eu quiser.


Posso viver do meu modo ,segundo o meu ritmo, correndo o risco de desagradar. Observo o meu ritmo , a maneira pela qual eu existo , e funciono como pessoa. Sou um processo ,umas tantas pessoas, ou submeter-me à vontade dos outros, correndo o risco de sentir-me traído e abandonado, em relação a mim mesmo.

Posso me decidir por mim, ou me decidir pelos outros. Mas qualquer que seja a minha escolha , terei de carregar sozinho, o peso da minha decisão. Para lhe dizer eu te amo, devo aprender a me dizer ,eu me amo... ...do contrário , meu amor por você, é apenas uma desculpa, um artifício, para conservá-lo na minha coleção particular de objetos úteis. Antes de você ,existe EU, sem que isso signifique presunção da minha parte ou menosprezo pela sua pessoa. E , embora eu me sinta muito feliz com sua presença, antes de estar com você, estou COMIGO.


Não lá, num lugar imaginário de encontro, mas AQUI E AGORA.




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"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe "Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!" Clarice Lispector

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