"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)



“Presos ou soltos, nós, seres humanos, somos muito cegos e sós. Quase nunca conseguimos transcender os nossos estreitos limites para enxergar os outros e a nós mesmos sem projetar o nosso próprio vulto na face alheia e a cara dos outros na nossa.”

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Depressão








Depressão

o mal do século 21

"A depressão é um problema de saúde pública, e será o mal do século 21, juntamente com a síndrome do pânico", afirma Sílvia Ivancko, psicoterapeuta e psicóloga do Instituto de Cancerologia de São Paulo. Os números da depressão são mesmo alarmantes: embora não se tenha um cálculo exato, estima-se que cerca de 30% da população mundial sofra da doença, sem saber.

"O maior problema com a depressão é o desconhecimento. O indivíduo deprimido está doente, sofre muito, mas sua falta de interesse pela vida costuma ser vista como preguiça ou falta de caráter", explica Sílvia.

Quimicamente, a depressão é causada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios como a serotonina e endorfina, que nos dão a sensação de conforto, prazer e bem-estar. Quando há algum problema nesses neurotransmissores, a pessoa começa a apresentar sintomas como desânimo, tristeza, autoflagelação, perda do interesse sexual, falta de energia para atividades simples.

Em geral, em algum momento de suas vidas, uma em cada cinco pessoas experimentará pelo menos um episódio depressivo. Mas Sílvia Ivancko explica que, embora trate-se de um distúrbio químico, a depressão sempre tem, em sua raiz, algum motivo psicológico. Assim, seu tratamento inclui, necessariamente, a psicoterapia. "O remédio ajuda muito, mas ele não é eterno. Se a causa primeira não for tratada, a depressão voltará".

Fonte:
http://saude.terra.com.br/





A depressão na visão terapêutica.



Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste. Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais: Perda de energia ou interesse Humor deprimido Dificuldade de concentração Alterações do apetite e do sono Lentificação das atividades físicas e mentais sentimento de pesar ou fracasso Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas.


Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem.
 
Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio.
Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado. A identificação da depressão Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.


Causa da Depressão

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi. Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa.


Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos. Depressão Típica A Depressão Típica se apresenta através de sintomas afetivos diretamente relacionados ao humor. Pode haver angústia, acompanhada ou não de ansiedade, tristeza, desânimo, apatia, desinteresse e irritabilidade. Não é obrigatória a presença de todos esses sintomas ao mesmo tempo.

Na esfera intelectual há uma certa preguiça do pensamento, tornando-o lento e trabalhoso. Há diminuição da memória, a qual pode falhar e confundir as coisas, dificuldade para resolver problemas antes considerados fáceis e tendência à pensamentos negativos ou pessimistas. Por causa desses pensamentos negativos surge insegurança e auto-estima diminuída. Fisicamente pode aparecer indisposição geral, apatia, sensação de peso ou pressão na cabeça, e zonzeira . Não é raro uma queixa de "bolo na garganta", como uma coisa que não sobe nem desce. É comum também impotência sexual ou frigidez, devido ao desinteresse ou mesmo a falta de energia para o sexo. Todo o organismo é prejudicado, podendo haver até maior tendência à infecções viróticas ou bacterianas (herpes, gripes, resfriados, etc). Depressão Atípica Como já dissemos, um grande número de casos de Depressão se apresenta de forma atípica, ou seja, sem que a pessoa se perceba deprimida e sem a grande maioria das queixas contidas na Depressão Típica.

Algumas pessoas acreditam ser obrigatório um motivo de vida (existencial) para aparecer a Depressão. Quando não detectam um motivo justo para sua Depressão, acabam achando impossível manifestar um sentimento depressivo. Pensam que se estivessem deprimidos sem motivos e apesar das coisas estarem bem, seriam considerados emocionalmente descontrolados. Nesse tipo de pacientes aparece a Depressão Atípica. Por uma questão biológica e natural, normalmente as emoções não obedecem cegamente a razão e, apesar de sabermos racionalmente não haver motivos suficientes para nossa Depressão, esta alteração afetiva acaba aparecendo mascaradamente e com sintomas diferentes da Depressão Típica. Tais sintomas não deixam de representar um sinal de alerta sobre uma eminente falência psíquica (ou esgotamento, como gostam de dizer)
       
 " Depressão é um transtorno do humor, com baixa atividade física e mental,      levando a sofrimento íntimo profundo, desesperança, falta de fé em Deus e em si próprio, conseqüentemente na vida."

                                       Fatores desencadeantes da depressão

a) Distúrbios dos neurotransmissores: serotonina, dopamina, acetil-colina, dentre outros; b) Herança Genética; c)Pressão Social - Competição e Status Social. O Ter e não o Ser. d) Frustrações, Rejeições; e) Perda de bens materiais ou de emprego; f) Ressentimentos; g) Vícios; h) Decepções; i) Complexo de inferioridade; j) Baixa estima; k) Perdas precoces importantes (ex: a separação dos pais); l) Morte de um ente querido; m) Sentimento de culpa (herança da cultura judaica-cristã, é mais característico entre os ocidentais, que nos orientais); n) Fatores ligados a vidas passadas cristalizado no inconsciente; o) Núcleos de forças desequilibrados com energias externas densas e interferentes; dentre outros.     

 Características:       O deprimido apresenta duas características básicas: O egoísmo e a agressividade.       No egoísmo ele acha que a sua dor é a maior do mundo e a forma que essa dor é sentida termina por resultar em prazer, assim como, uma justificativa para a inação. Diante de tal apego ao estado que se encontra, nada nem ninguém poderá transformar esse quadro, se não houver por parte do deprimido a verdadeira vontade de querer sair do processo enfermico.       A agressividade é voltada principalmente para si mesmo (auto-agressão), como também, para todos aqueles que de uma forma ou de outra, tentam mobilizar o deprimido a sair daquela situação cômoda de "pobre coitado", para a ação de superar a si mesmo.


                                                                                      No fundo do poço 


Principais sintomas:

a) Inibição psíquica com diminuição da atividade mental; b) Estreitamento do campo vivencial. Tendências ao isolamento, revelando-se incapaz de sentir prazer na companhia de pessoas, num quadro de completa desmotivação; c) Sentimento moral de auto-depreciação, auto-acusação, sentimento de inferioridade, de culpa, de rejeição, de fúria, de fraqueza, de incompetência, de baixa estima, de solidão, de pena de si mesmo, de desencanto, de fracasso, dentre outros sentimento que conduzem o Ser a se sentir um nada diante de si mesmo e diante do mundo. Tratamento:       Para um tratamento eficaz, que enseje em reequilibro físico, psíquico, emocional, espiritual e para que possa ser percebida a causa, fonte originária do desequilíbrio, se faz necessária uma parceria com recursos internos e externos.

Recursos internos:

  a) O auto-conhecimento; b) O amadurecimento emocional; c) O querer, pautado na verdadeira vontade; d) Superar culpas e ressentimentos; e) Perdoar-se; f) Trabalhar o desapego; g) Descobrir o verdadeiro significado do Amor e começar esse aprendizado amando a si mesmo; h) Espiritualizar-se. Aproximar-se de sua Fonte Divina; i) Meditar diariamente; j) Reformular o conceito sobre si mesmo; k) Acredite em você. Você é capaz.

Recursos externos:

a) Buscar a ajuda do profissional competente, para o tratamento devido (médico psiquiatra, psicólogos e terapeutas) conforme o grau da Depressão; b) Colocar-se receptivo ao tratamento médico, tomando a medicação se necessária, com a regularidade pedida pelo profissional (médico psiquiatra); c) Realizar atividade física; d) Doar-se em tarefas nobres, ainda que inicialmente não tragam necessariamente uma contra-prestação pecuniária; e) Buscar dedicar o tempo a atividades edificantes como boas leituras, por exemplo; f) Alimentar-se com qualidade, evitando alimentos intoxicados e animalizados; g) Reaprender a respirar, entrar em contato com a vida; h) Reaproximar-se, na medida que suportar, das pessoas; i) Buscar amizades novas, sinceras e verdadeiras, com base no que cada um é, e não, no que cada um tem; j) Lazer. Permita-se fazer algo que gosta e sinta prazer nisso; l) Realize trocas energéticas, essas podem ser feitas com a natureza (as árvores, a terra, a água); k) Dar o primeiro passo, ainda que pareça o mais difícil, e se amanhã precisar novamente, recomece.

O deprimido fica bastante sensível e se afeta por pouco, assim como, se torna vulnerável às impressões. É muito importante a presença da razão diante das analises a serem feitas sobre si mesmo e do mundo à sua volta.       A depressão pode ser episódica, surgindo assim após um episódio, como endógena, ou seja, surge internamente, sem a necessidade de impulso de um fator externo; contudo, já havia uma pré-disposição por haver antes uma desarmonia ou desequilíbrio já instalado. Os bens materiais trazem uma felicidade transitória e incerta, assim como, o seu prazer, logo há a necessidade de serem substituídos por outros. Deve-se olhar a existência de forma mais ampla no seu real significado, para não cair no vazio, onde tudo é material e transitório. Deve-se estar sempre entusiasmados por um ideal maior para que a vida possa Ter um significado maior. Contudo, nada do que aqui foi colocado, transformará nenhum deprimido se dele, não partir a verdadeira vontade de querer sair desse padrão que o faz andar em círculos, para alçar o verdadeiro vôo.

Angela Loan Terapeuta Transpessoal





Depressão e o uso de medicamentos 

"Depressão em um de seus aspectos, é a incapacidade de lidar com a dor. A química age diretamente neste ponto, proporcionando uma sensação de bem-estar e, assim, desviando a atenção do sofrimento. Os ISRSs são de extrema importância para tirar pessoas deprimidas da cama na hora de reagir, enfrentar e aceitar suas deficiências perfeitamente humanas. Proporcionam o prazer fácil, quase um soma. Um ecstasy, um deleite. Uma fina película protetora, tão fina quanto a duração de 48 horas do medicamento na bioquímica do ser humano. É inegável – e física – a sensação de bem-estar. Só que os antidepressivos agem em nome do controle. O pensamento convencional sobre “doenças” mentais e emocionais estigmatiza a depressão.

Certos cientistas julgam que ela impede as pessoas de se relacionar bem social e profissionalmente. Ignoram relações pessoais (isso inclui relacionar-se consigo mesmo) que estimulam transformações legítimas, duradouras e desvinculadas dos mercados. As prateleiras não ensinam a lidar com frustrações, aceitar erros e imperfeições, perdas, sofrimento, ansiedade e até mesmo descontrole. Por isso, milhares de pessoas se entopem diariamente de miligramas para ir para o trabalho e sorrir diante de qualquer adversidade. As pílulas da felicidade do mundo corporativo prometem devolver o prazer roubado pela depressão. Mas 70% dos pacientes que tomam este tipo de medicamento apresentam disfunções sexuais e baixa na libido. Sim, a queda da libido consta na lista de efeitos colaterais. É fácil abrir mão dela quando está em jogo salvar a própria vida.


Mas o que se faz para resgatar o desejo pela própria, a mesma vida?  
Fica o questionamento no ar  para que você pense e dê a sua própria resposta, afinal, ninguém pode fazer nada por ninguém!!










Cópias de trechos de textos de sites médicos na Net


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"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe "Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!" Clarice Lispector

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"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe





"Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!"



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