"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)



“Presos ou soltos, nós, seres humanos, somos muito cegos e sós. Quase nunca conseguimos transcender os nossos estreitos limites para enxergar os outros e a nós mesmos sem projetar o nosso próprio vulto na face alheia e a cara dos outros na nossa.”


"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe





"Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!"



Clarice Lispector



sábado, 26 de dezembro de 2015

Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira


"Me fiz em mil pedaços 
Pra você juntar 
E queria sempre achar 
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído 
Fiz questão de esquecer 
Que mentir pra si mesmo 
É sempre a pior mentira."


                                    Trecho da música " Quase sem querer" de Renato Russo



"Sabe quando o esforço é maior que o tamanho do salto de seu sapato e você tropeça, na tentativa de parecer uma pessoa fantástica e sem um pingo de carência? Sabe aquela pose de fatal, absoluta, resolvida? Sabe aquela coleção de conquistas? Sabe aquela postura doce, angelical? Sabe aquela maturidade para aceitar o não e dizer o sim, sem um pingo de constrangimento? Sabe aquele monte de coisas que faz de você uma pessoa rara, importante e imprescindível? Sabe aquele velho livro de poemas? Está tudo escrito nele. Naquele bonito perfil que nunca foi usado."




“Sem dúvida, definimos a mentira ideal, e sem dúvida comumente o mentiroso é mais ou menos vítima de sua mentira, ficando meio persuadido por ela: mas essas formas correntes e vulgares da mentira são também adulteradas, intermediárias entre mentira e má-fé. A mentira é conduta de transcendência. Pela mentira, a consciência afirma existir por natureza como oculta ao outro, utiliza em proveito próprio a dualidade ontológica do eu e do eu do outro. Não pode dar-se o mesmo no caso da má-fé, se esta, como dissemos, é mentir a si mesmo. Por certo, para quem pratica a má-fé, trata-se de mascarar uma verdade desagradável ou apresentar como verdade um erro agradável. A má-fé tem na aparência, portanto, a estrutura da mentira. Só que - e isso muda tudo - na má-fé eu mesmo escondo a verdade de mim mesmo. Assim, não existe neste caso a dualidade do enganador e do enganado. A má-fé implica por essência, ao contrário, a unidade de uma consciência.”



(“Má-Fé e Mentira.” In: O Ser e o Nada - Ensaio de Ontologia Fenomenológica, por Jean-Paul SARTRE, tradução: Paulo Perdigão, 92-101. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.)




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