"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Você vai viver até os 90 anos - como pretende chegar lá?





Oriente-se



As escolhas que fazemos hoje são responsáveis por nossa saúde lá na frente.






Ganhamos 20 anos em apenas duas gerações. Nossa expectativa média de vida saltou de 56,1 para 76,1 anos, segundo o IBGE – e ela deve continuar subindo. Seria ótimo, ponto final, se a constatação não viesse acompanhada de um detalhe inquietante: a qualidade de vida da mulher é inferior. Em geral, o sexo masculino preserva mais as suas capacidades e vive melhor”, diz a médica Maria Elena Guariento, coordenadora do Ambulatório de Geriatria da Universidade de Campinas (Unicamp). Não é fácil para uma mulher ultrapassar os 60, 65 anos com saúde intacta e autonomia total. “É como dobrar o cabo das Tormentas: requer coragem”, afirma o clínico-geral e infectologista Alex Botsaris, comparando a entrada na terceira idade aos desafios enfrentados pelos portugueses e espanhóis para cruzar os mares no tempo das grandes navegações. O cabo das Tormentas, também chamado de cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, era entendido como um marco difícil de transpor, que separava o ambiente familiar de um mundo desconhecido. Botsaris observa em seu livro DOCE VÔO DA JUVENTUDE (ED. OBJETIVA) que há muita resistência para tratar do envelhecimento de forma direta e honesta. Mas é preciso vencê-la. Afinal, a proporção de idosos no país, que já corresponde a 10% da população (estimada em 183,9 milhões), deve ultrapassar 25% em 2050. 

Como não basta viver mais, a questão é o que fazer para chegar inteira aos 90 anos. “Os esforços devem se concentrar em dar uma direção ao processo de envelhecimento para que ele ocorra com dignidade, dentro de um bom padrão estético e com qualidade de vida”, afirma. Ele costuma dizer que dispomos de uma bússola e de uma bola de cristal que nos guiam nessa travessia. A primeira corresponde aos hábitos saudáveis; a segunda compreende os métodos diagnósticos, que permitem a detecção precoce de doenças.




Para ter longevidade.


Comece pela prevenção dos distúrbios cardiovasculares, principal causa de morte entre mulheres. Investigue a possibilidade de haver doenças silenciosas, como hipertensão e diabetes, que aumentam a vulnerabilidade do coração e dos vasos sanguíneos. Segundo Julio César Moriguti, da Divisão de Clínica Médica e Geriatria da Faculdade de Medicina da USP/Ribeirão Preto, a hipertensão eleva m 110% o perigo de infarto, fator de risco para acidente vascular cerebral. Já o diabetes avança com a obesidade: os quilos a mais prejudicam a ação da insulina, substância essencial para fazer o açúcar dos alimentos chegar às células. Ele se concentra no sangue, oferece perigo ao coração e ainda pode lesar os rins e os olhos. As medidas que contêm as doenças cardiovasculares trazem outros ganhos, como reduzir as probabilidades de câncer e proteger o esqueleto da osteoporose. Evitam, ainda, uma doença menos conhecida: a síndrome da fragilidade, que provoca cansaço, redução de peso, perda da força muscular. Esses sintomas, alerta Maria Elena, nada têm a ver com o envelhecimento normal. Dados preliminares de um estudo sobre a síndrome no Brasil indicam que as mulheres são as mais atingidas. Os benefícios não terminam aí. Protegendo o coração, talvez se diminua o risco de Alzheimer, doença neurodegenerativa que ocasiona esquecimentos, alterações de comportamento e perda da capacidade de cuidar de si. “Estudos populacionais mostraram que pessoas com o colesterol alto aos 50 anos que reverteram essas taxas chegaram aos 70, 80 anos com menos lesões no sistema nervoso do que as pessoas que negligenciaram o tratamento”, informa o geriatra Paulo Renato Canineu, vice-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer. “Quanto antes a prevenção for iniciada, maiores as chances de retardar esses problemas.” Segundo o epidemiologista carioca Alexandre Kalache, chefe do Programa de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde, controlar o fumo, o álcool, a dieta inadequada e aderir aos exercícios físicos já produz um grande impacto positivo, contribuindo para ter mais energia e bem-estar hoje e no futuro. 


Exames que previnem as principais doenças 

Pressão arterial
Na puberdade, ou a partir dos 13 anos, é preciso verificar a pressão uma vez por ano. O normal é entre 12 por 8 e 12,9 por 8,4. 

Perfil lipídico
A partir dos 20 anos, a cada três anos. Dosa as gorduras: colesterol, suas frações (HDL, o bom colesterol, e o LDL, que entope artérias) e triglicérides. As gorduras elevam o risco de infartos. O colesterol total não deve ultrapassar 200 miligramas por decilitro. O LDL , 129 miligramas por decilitro; e o HDL deve ser maior que 40 miligramas por decilitro. O triglicérides deve estar abaixo de 150 miligramas por decilitro 

Glicemia de jejum
A partir dos 35 anos, a cada dois anos. Mede o nível de açúcar no sangue para teste de diabetes. O normal é abaixo de 110 miligramas por decilitro. Resultados entre 110 e 126 apontam risco de ter a doença. Acima de 126, é diabetes. 

Teste ergométrico
A partir dos 35 anos, anualmente. Eletrodos captam alterações elétricas no coração enquanto o paciente anda na esteira ou pedala. Ajuda a diagnosticar obstruções nas artérias. 

Papanicolau A partir dos 18 anos, anualmente. Células do colo do útero são analisadas para identificar alterações pré-malignas. Se aparecer coceira, corrimento ou infecção, antecipe o exame. 

Mamografia
A partir dos 40 anos, todo ano. A radiografia dos seios detecta tumores malignos. As chances de cu ra do câncer de mama chegam a 95% se descoberto cedo. Quando se tem parentes que sofreram esse câncer, o exame se inicia anos antes. 

Sangue oculto nas fezes
A partir dos 50 anos, anualmente. Análise laboratorial do material evacuado em dois dias rastreia o câncer colorretal. Pode ser substituída pela retossigmoi dos copia, versão da colonoscopia que analisa a mucosa do reto e parte do intestino grosso, onde aparecem 70% dos tumores. 

Dosagem do TSH
Aos 35 anos, repetida a cada cinco. O ginecologista solicita e, em caso de alteração, encaminha para o endocrinologista. O hormônio sintetizado pela hipófise para estimular a tireóide é dosado para saber se esse órgão, responsável pelo metabolismo, está bem. As disfunções não produzem sintomas, embora algumas pessoas com hipotireoidismo (a glândula age em ritmo lento) demonstrem cansaço e ganho de peso. Nas mulheres, a incidência triplicou na última década. No hipertireoidismo, há uma produção acentuada dos hormônios T3 e T4, também dosados por exames, o que provoca irritabilidade, taquicardia e perda de peso. 

Densitometria óssea
A partir dos 45 anos, anualmente. Imagens da bacia e do fêmur são captadas por raios X e comparadas no computador aos limites da perda óssea esperada na idade. O normal é menos de 1, que significa perda de 10%. Entre 1 e 2,5 (perda de 10 a 25%), há osteopenia. Acima, já é osteoporose, que deixa os ossos mais porosos e sujeitos a fraturas. 

Exame visual
A partir dos 50 anos, todo ano (antes, caso tenha histórico familiar ou alto grau de miopia). A finalidade é detectar glaucoma, aumento da pressão intra-ocular, que danifica os vasos sanguíneos, levando à diminuição gradual e irreversível do campo visual. No início, o quadro pode ser assintomático. 


Hábitos saudáveis que podem mudar sua história 

Prato leve
Consuma sete porções de frutas, legumes e verduras todos os dias, além de leite e derivados – iogurtes são muito bem-vindos. Coloque no prato feijão com arroz (de preferência integral), acrescido de carne magra, peixe, frango ou ovo. Reduza a ingestão de açúcar, sal, enlatados e gorduras, em especial as encontradas em carnes gordas. A dieta equilibra da faz bem ao coração, aos ossos e pode prevenir tumores. 

Exercício físico
Treinos orientados preservam (e melhoram!) o condicionamento físico, a força muscular e a flexibilidade. Ainda fortalecem os ossos, ativam a circulação e aumentam consideravelmente a irrigação do cérebro. Na impossibilidade de fazê-los, use mais as escadas e menos o carro. Faça caminhadas de 30 minutos pelo menos três vezes por semana. 

Dentes fortes
A diminuição da massa óssea, agravada pela queda na produção hormonal, com promete também a sustentação dos dentes. Retração e sangramento gengival podem sinalizar esse distúrbio. Escove três vezes por dia e substitua o fio dental por uma escova interdental (a perda óssea aumenta o espaço entre os dentes, por isso o fio perde eficiência). Vá ao dentista a cada seis meses. 

Vacinação
Imunizar-se anualmente contra gripe pode evitar infecções que agridem e desgastam o organismo. Pela mesma razão, vale a pena tratar logo inflamações, mesmo localizadas, como corrimento vaginal. Já a vacina contra o HPV impede o ataque do vírus responsável pelo câncer do colo do útero. 

Sem cigarro
Um dos tumores mais passíveis de prevenção é o de pulmão. Afastando-se do cigarro, derrubará os riscos de ter câncer. Além de manter protegidos o coração, os ossos e a pele. 

Cintura fina
A obesidade aumenta o risco de diabetes e penaliza as articulações. Cuida do com a gordura que se deposita na cintura: é a pior para o coração. Principalmente na entrada da menopausa, quando diminui o estrógeno, que leva as gorduras para os quadris – elas passam a se acumular na barriga. A circunferência da cintura não deve ultrapassar 88 centímetros. Mas não exagere, busque meios saudáveis de reduzir peso. 

Múltiplos interesses
Troque idéias e aprenda novas habilidades: funciona como ginástica cerebral, estabelecendo novas conexões entre as células nervosas. Supõe-se que pessoas com atividade intelectual são menos afetadas pelo Alzheimer. 

Stress sob controle A agitação constante agride as células e acelera o envelhecimento. Além de adotar antídotos como massagem e acupuntura, procure levar a vida com mais tranqüilidade, colocando na agenda tempo para meditar. Alimente o bom humor: pessoas otimistas vivem bem mais. 

Laços afetivos
Pesquisas atestam que as amizades ajudam a prolongar a vida. Não só melhoram a imunidade mas também reduzem os riscos de ter de pressão, síndrome do pânico e doenças como Alzheimer. Já o isolamento social tem efeito contrário. 




Fonte: Claudia.abril

5 comentários:

  1. Gostei do blog, tem assuntos bem importantes e interessantes. parabéns ^^
    to seguindo.
    beijos e boa semana
    DUDA.

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  2. Olá!!! adorei seu blog, muito bom mesmo! já estou seguindo! :)
    Estou começando agora, se puder dar uma passadinha lá e seguir tb... beijocas =D

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  3. Rejane, querida
    Estarei "fora do ar" até dia 1º de agosto, quando virei com novidades na coluna da direita, uma vez que é virada de mês. Me aguarde! Eventualmente, se for possível, postarei alguma texto interessante, mas as idas aos blogs de meus queridos amigos, só terei condições para fazê-las na segunda-feira. Beijos e até a volta!!!
    http://amadeirado.blogspot.com
    http://alemdasnuvens2011.blogspot.com

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  4. Olá amiga,
    Amei sua postagem, pois gosto muito de saber detalhes de como está nossa saúde. É bom sempre estar em dia com as novidades que a medicina apresenta, para combater alguns males. Gostei tanto, que já a estou seguindo. Se quiseres retribuir, conheça meu blog e, se gostar, siga-me e deixe um comentário para mim, ok? Ficarei muito feliz em vê-la por lá.
    Um grande beijo e um ótimo fim de semana.
    Maria Paraguassu.

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  5. Interessante seu post e de grande utilidade para lembrar as pessoas de que a vida tem que continuar...
    Estou em fase de check-up e já tenho umas coisinhas pra cuidar resultado de mal planejamento... rs
    Mas ainda dá tempo de arrumar.
    Beijokas.

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Rejane

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