"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)




quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TANATOLOGIA- A DOR DA MORTE

“O sofrimento é necessário para que seja experimentado um certo grau de transmutação e transubstanciação; mas tudo depende da atitude para com o sofrimento e a dor. A tragédia deve ser aceita. Deve ser compreendida; e compreender não significa apenas “submeter-se” e suportar todo o fardo do que se compreende, sentindo assim todo o seu peso e conteúdo; mas também tornar-se consciente do porquê do fardo colocado sobre seus ombros – o propósito desse fardo e da experiência dentro do amplo ciclo da existência, e se possível da existência da humanidade e do mundo” 



TANATOLOGIA

É a ciência que estuda a morte e os processos psicológicos que envolvem as reações decorrentes da inexorável finitude do ser, do luto e das perdas.O enlutado por qualquer tipo de perda deve ter a mesma atenção e cuidados por parte de quem o acompanha, seja o terapeuta, a família ou a sociedade. Perda significa privação e qualquer pessoa que passe por uma privação sente-a como a pior dor do mundo. Não podemos mensurar a dor do outro. Em qualquer tipo de perda, seja ela concreta (morte) ou simbólica (separação), é muito difícil quantificar a dor que a pessoa sente. No caso específico da perda de um filho, em minha prática e também segundo a literatura, o processo do luto é mais delicado pois a lei natural nos mostra que o mais freqüente é os filhos enterrarem os pais. Quanto a perda da mãe, por parte do filho, as conseqüências em relação ao processo do luto vai variar conforme a idade desse filho. É certo que para qualquer filho em qualquer faixa etária, a perda mais difícil de enfrentar é a da mãe e por vezes a do pai. Quando se tem um filho a situação se inverte. Se a perda é obsetal o luto tem grande probabilidade de provocar um quadro depressivo na fase adulta. O luto pressupõe sofrimento. O difícil para quem o vive é expressá-lo devido a interdição cultural e social. O ideal é que a pessoa se desapegue em vida de tudo e de todos. Coisas e pessoas. Afinal, estamos aqui de passagem e tudo nos é emprestado - até os filhos e os pais. Como a morte é para quem fica, após a perda de alguém significativo devemos vivenciar o processo do luto.

 Bowlby nos fala de fases desse processo.

 A primeira, o entorpecimento, a sensação de torpor nos defende por algumas horas.

A segunda, o anseio e busca da figura perdida que dura meses e anos. É comum e natural o enlutado vê sinais da pessoa falecida em tudo. Ele escuta a voz do morto o chamando, sente o cheiro, sonha muito freqüentemente, escuta passos e tem a impressão de que o morto está presente.

 A terceira é a desorganização e desespero, o momento de enfrentamento da realidade, o que é muito difícil para a pessoa que perdeu. 

A quarta fase é a reorganização pois a natureza é sábia e não nos deixa na mão. É o momento de resignificar a vida. Adotar novos papéis.

Worden nos fala em tarefas.

 A primeira é aceitar a realidade; 

a segunda é trabalhar a dor da perda; 

a terceira se adaptar ao local onde vivia com a pessoa falecida e a quarta é reposicioná-la em termos emocionais. Isso significa se dar o direito a outras experiências afetivas.



Fonte: http://sinalizando.blogspot.com/2007/06/blog-post.html




Clique  nos temas abaixo e leia :


 


Blog com temas sobre morte.

Biblioteca com assuntos científicos sobre a morte.




Animação para relaxar .

Um comentário:

  1. Parabéns pelo excelente conteúdo do seu Blog. Trabalho com tanatologia e adoro Nietzsche, alias, uma das coisas que me chamou atenção. Carlos

    ResponderExcluir

Muito obrigada pela visita.
Volte sempre!!
Rejane

Visite meu arquivo .

Textos no arquivo :


"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe





"Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!"



Clarice Lispector