"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)



“Presos ou soltos, nós, seres humanos, somos muito cegos e sós. Quase nunca conseguimos transcender os nossos estreitos limites para enxergar os outros e a nós mesmos sem projetar o nosso próprio vulto na face alheia e a cara dos outros na nossa.”

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Por que pensar cansa?

"CIENTISTAS COMPROVAM QUE O CANSAÇO MENTAL NÃO É DESCULPA DE GENTE PREGUIÇOSA."



Matéria da revista super interessante


Pois é. Já cheguei em casa várias vezes dizendo estar cansado e tive que ouvir da minha mãe: “Cansado do que? Fica sentado o dia inteiro!” Mas não é só minha mãe. É praxe o trabalho intelectual das agências de propaganda não valer quanto custa. Dizer quanto vale uma idéia é uma interrogação que até hoje gera discussão, principalmente no interior. As tabelas referenciais como a do Sindapro (Sindicato das Agências de Propaganda) muitas vezes não levam em conta a realidade do interior. Pra se ter uma idéia, um cartão de visita pode sair por R$ 5.000,00. Aqui em Uberaba, nem eu pagaria por isso. O problema é que querem pagar muito, mas muito menos.
Isso é reflexo da falta de valorização do trabalho publicitário. Se você é criativo já deve ter ouvido: “Só muda o título. É rapidinho”. Pois não é rapidinho. Ter uma boa idéia é um processo mental longo, cansativo e de muita paciência. A idéia só nasce quando o cérebro consegue organizar todas as informações do briefing e da pesquisa. E no ritmo em que trabalhamos hoje, são tantas informações que o cérebro cansa mais rápido. Segundo a matéria da Super, nosso cérebro tem uma capacidade limitada de tomar decisões, que vai sendo gasta ao longo do dia, até chegar a um ponto em que a mente precisa parar, e ficar em repouso para recuperar o desempenho original.
Mas os cientistas já descobriram algumas coisas que aumentam a resistência da cachola:
1. COMA SEM CULPA.
Em pessoas que não comem o que querem, o cérebro desiste 50% mais rápido de tarefas difíceis.
2. SOLTE AS EMOÇÕES.
Depois de assistir a uma comédia por exemplo, seu cérebro aumenta em 33% o desempenho.
3. ACREDITE NO SEU TACO.
Pessoas mais auto-confiantes tomam decisões até 40% mais rápido.
Os cientistas ainda não sabem dizer qual parte do cérebro se cansa, nem quanto tempo ele pode pensar antes de se cansar. Mas por via dúvidas, pare agora o que está fazendo. E vá tomar um cafezinho.

Fonte: http://blog.futuracom.com.br/2008/12/11/pensar-cansa-mesmo/



Por :Suzana Herculano


[...] Até o melhor dos concertistas começa a sofrer de fadiga cerebral ao cabo de uns 60 ou 90 minutos de atividade
Tenho certeza de que você já passou por isso. A atividade é tão empolgante -ou obrigatória- que você fica uma ou duas horas empenhado lendo, tocando piano, analisando números, traduzindo, separando pecinhas de quebra-cabeça, apreciando obras de arte ou resolvendo problemas de lógica sem parar. Até que... Você não consegue mais. Não consegue nem quer mais: seu cérebro cansou do assunto e agora pensa em tudo menos no parágrafo ou no quadro à sua frente. Luta para encontrar as palavras, já não manda os dedos se mexerem na hora certa, não enxerga a diferença entre as peças, não vê lógica nenhuma naquela nuvem de números.

E não é só uma questão de motivação. Pensar -usar neurônios específicos para resolver um problema específico- cansa mesmo. O fenômeno, que encurta o tempo útil de qualquer atividade sustentada, tem sua função: impedir a hiperativação dos neurônios (e, de quebra, não deixar que sua vida se resuma a um piano ou a uma calculadora).

A fadiga cerebral está associada ao acúmulo de adenosina, uma pequena molécula liberada pelas células da glia, vizinhas aos neurônios, em resposta aos neurotransmissores que estes usam para trocar informações entre si.

Por isso, quanto mais intensa for a atividade em uma região do cérebro, mais neurotransmissores serão liberados pelos neurônios ali e mais adenosina será liberada de volta sobre os neurônios.

A adenosina, por sua vez, age como um freio sobre a atividade dos neurônios e impede que eles fiquem excessivamente ativos -além de colocar um "teto" cada vez mais baixo conforme você insiste no assunto, na sua capacidade de processamento de informação. Por isso não adianta treinar piano ou matemática por muitas horas consecutivas, e não dá para manter o desempenho trabalhando horas a fio em uma mesma tarefa. Até o melhor dos concertistas começa a sofrer de fadiga cerebral ao cabo de uns 60 ou 90 minutos de atividade.

O consolo, para quem ainda tem um dia inteiro pela frente, é que a fadiga é específica, limitada aos circuitos que trabalharam demais. Se você mudar de assunto e for ler depois de esgotar seu córtex motor tocando piano, seus neurônios da linguagem analisarão o texto sem problemas. Por isso o currículo escolar acerta ao não manter ninguém pensando no mesmo assunto por tempo em excesso.

E, quando todos os circuitos cerebrais tiverem se esgotado, o cérebro tem seu próprio remédio contra a fadiga: dormir, para então... Começar tudo de novo!






SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora do livro "Fique de Bem com o Seu Cérebro"


Fonte: http://www.udemo.org.br/

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