"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O bem e o mal andam sempre juntos.




Lobos internos

Um velho Avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um
amigo que lhe havia feito uma injustiça:

"Deixe-me contar-lhe uma história.

Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que
 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.

Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.

É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.

Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".

E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.

Um deles é bom e não magoa.

Ele vive em harmonia com todos ao redor dele

e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.

Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta.

Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva.

Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!

Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.


Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.

É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de
 mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:

"Qual deles vence, Vovô?"


O Avô sorriu e respondeu baixinho:


"Aquele que eu alimento".

 Autor desconhecido


                    A santa ceia

 


Todos conhecemos a pintura de Leonardo da Vinci que retrata a Santa ceia, ou “A última ceia de Jesus com seus Apóstolos”.

Enquanto pensava como seria esse quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma dificuldade: além de caracterizar todos os personagens presentes na última ceia, os discípulos de Cristo, deveria representar o bem, na imagem de Jesus, e o mal, na figura de Judas, o apóstolo que em breve o trairia.

 Pensou muito em como fazer isso.

Durante os trabalhos, procurava por modelos ideais que representassem o bem e o mal através dos traços de seu rosto. Ao assistir à apresentação de um coral, ficou admirado com os traços de um dos cantores. Vislumbrou nele a imagem perfeita de cristo, pois era jovem, saudável, alegre… Convidou-o a ir a seu ateliê e reproduziu seus traços na imagem que hoje conhecemos da Santa Ceia.
Mas ainda havia um problema: não encontrou um representante ideal para Judas, para o mal. Passaram-se alguns anos, a pintura da ceia já estava pronta, com exceção de Judas. Não havia ainda encontrado o modelo ideal.

O responsável pela igreja em cuja parede a ceia estava pintada pressionou da Vinci, exigindo que terminasse logo a obra.

 O pintor começou a andar pela cidade à procura de um rosto apropriado para servir de modelo.

Depois de muitos dias procurando, Leonardo encontrou um jovem triste, sozinho, bêbado, jogado no mundo sem atenção ou cuidado, carente de tudo, principalmente de afeto.

Chamou-o então a ir a seu ateliê para copiar suas feições.

 O jovem pedinte tinha muito bem delineadas em sua face as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, do abandono… do mal.
Quando da Vinci terminou seu trabalho, o jovem, já refeito de sua bebedeira, olhou a pintura e exclamou:

- Eu já vi essa pintura antes!

Da Vinci ficou surpreso, e perguntou quando o jovem havia visto sua obra, ainda inacabada e dentro de uma igreja.


- Há três anos, respondeu o jovem.

Antes de eu perder tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.

Para refletir

Santo Agostinho escreveu que o mal não existe, é apenas a ausência do bem.
 Onde prevalece o egoísmo, a soberba, a arrogância, não há espaço para o bem, então o mal toma conta.
A linha que separa o bem do mal é muito tênue.
Precisamos toma muito cuidado para não irmos em direção ao mal e nos afastarmos de Deus.
 O caminho ensinado por Jesus Cristo conduz ao bem, à prática da justiça e do amor, mas é fácil sair desse caminho.
 A mesma face pode representar o bem e o mal, depende da situação e do que está por trás de cada experiência.


Fonte: Frei Darlei Zanon no livro Parábolas de Fé, publicado pela editora Paulus em 2005






“O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio? Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?- Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro” (Mt 13, 24-30).

Nesta Palavra, Jesus nos explica como o reino de Deus se estabelece. Ele nos diz que o homem descobriu que no lugar onde haviam plantado a trigo, nasceu também o joio. Não é verdade que você encontra, dentro de você, coisas boas e ruins? O reino de Deus se estabelece dentro de nós, mas existe uma grande luta entre joio e trigo dentro de você.

Quando os agricultores decidiram arrancar o joio, nosso Senhor Jesus Cristo disse que 'não', porque quando chegasse a época certa, eles seriam separados e o joio seria lançado ao fogo.
Copiado do site  : www.cancaonova.com.br

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