"Vença a si mesmo e terá vencido o seu próprio adversário." (Provérbio japonês)



“Presos ou soltos, nós, seres humanos, somos muito cegos e sós. Quase nunca conseguimos transcender os nossos estreitos limites para enxergar os outros e a nós mesmos sem projetar o nosso próprio vulto na face alheia e a cara dos outros na nossa.”


"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe





"Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!"



Clarice Lispector



sábado, 17 de outubro de 2009

Mitomania ou compulsão por mentir .

                        Compulsão por mentir.

Quem inventa histórias mirabolantes a seu respeito, feitos inacreditáveis, precisa investigar por que se sente inferior: Vale dizer que nada disso é patológico se ocorrer apenas uma vez ou outra,mas quando não se tem controle sobre esse impulso, já pode ser um sintoma patológico.


              Mentira é definida como: O ato de alterar a verdade voluntariamente.


 
1. Porque uma pessoa mente?
Por diversas razões. Há quem minta para tirar vantagem, fugir de uma responsabilidade, esconder algo errado que tenha feito ou evitar um dissabor: É a mentira utilitária. Dizer para a namorada que vai dormir cedo e cair na folia, por exemplo. Existe também a mentira compensatória, que não traduz um benefício concreto, mas a busca de uma imagem que a pessoa crê inacessível ou perdida. Entra nessa categoria falar que a família é mais rica do que realmente é ou atribuir-se feitos profissionais gigantescos... E ainda tem a mentira caridosa, que serve para proteger o outro de alguma dor: É responder àquela sua amiga alguns quilos acima do peso que ela continua super em forma. Seja qual for a intenção, no fundo existe o desejo de enganara próximo. E isso não é bom.

2. Como brecar o efeito Pinóquio?
Procurando a raiz da mentira. Aquele que sempre mente para escapar da culpa precisa tentar entender do que tem tanto medo. Já quem inventa histórias mirabolantes a seu respeito, feitos inacreditáveis, precisa investigar por que se sente inferior: Vale dizer que nada disso é patológico se ocorrer apenas uma vez ou outra, mas não me parece ser o seu caso.

3. Por que você não consegue se controlar?
Você diz que, mesmo tentando, não resiste e acaba caindo no erro de mentir: Quando o desejo não pode ser controlado racionalmente, temos um desajuste emocional chamado compulsão. Na minha opinião, uma pessoa com mania de ordem não é extremamente organizada, e sim um doente compulsivo, que precisa ser tratado com medicação e psicoterapia. Em outras palavras, o compulsivo é escravo de algo bem maior que a vontade dele - não importa se é mania de mentir, de transar, de arrumação, de fazer limpeza ou de dizer a verdade e não conseguirá mudar apenas com disciplina. Para situações como a sua, sempre recomendamos a busca de psicoterapia, porque compulsão não é um problema moral. É uma doença que precisa ser tratada.

4. Qual o nome da sua doença?
A compulsão por mentir se chama mitomania. Esse mal, definido como a tendência doentia para mentir, foi preposto pelo estudioso Dupré, em 1905, da seguinte forma: “A tendência patológica mais ou menos voluntária e consciente para a mentira”. Na maioria das vezes, ela é inofensiva e não se trata de um problema moral. Você não tem a intenção de prejudicar:

5. Plano de ação .
Mentir vez ou outra não é doença. Usamos a mentira caridosa, por exemplo, para não magoar o outro. Porém, eu aconselharia quem se apóia demais na mentira utilitária ou compensatória a tentar entender por que faz isso. Insegurança, complexo de inferioridade... A mentira pode ser uma saída tentadora, por parecer menos dolorosa. Mas é melhor basear os relacionamentos na verdade.
Para a compulsão por mentir, é preciso procurar tratamento. Você já deu o primeiro passo, que é assumir que mente. Agora, continue a caminhada e busque ajuda profissional. Se tivesse quebrado o braço, marcaria uma consulta num ortopedista. No seu caso, é necessário fazer psicoterapia.


                 Mentira , uma doença perigosa 


Por Nilbe Shlishia



A pseudolalia é uma doença grave. Trata-se do vício compulsivo de mentir. Segundo psiquiatras e psicólogos, a prática freqüente de viver uma situação imaginária pode ser o resultado de uma profunda insegurança emocional, além de traumas de infância. A atitude funciona como um mecanismo de autodefesa para pessoas que apresentam um quadro de carência acentuada.

Estudos comprovam que crianças vítimas de uma educação julgadora, imposições, disciplinas rígidas, e que por vezes vivem dominadas com autoritarismo, são fortes candidatas à doença.

Pesquisas também demonstram que uma pessoa que carrega o vício de mentir pode não conseguir se controlar, tornando-se semelhante a quem tem o vício do jogo ou é dependente de drogas ou álcool.

Visão de quem entende.

Na opinião da dra. Leila Cury, Livre Docente, que já tratou vários casos de pseudolalia, a compulsão pela mentira é uma distorção.

"Existem pessoas que chegam ao ponto de não saber mais o que é verdade. Embora o assunto seja mais voltado para a criança, há muitos adultos vivendo o problema, o que torna a situação ainda mais grave", disse a médica.

Segundo a dra. Leila, é muito mais fácil trabalhar o problema na infância do que na fase adulta.

"O que acho muito importante ser destacado é que educadores e familiares precisam compreender o sentido de uma criança se comportar de uma determinada maneira. As coisas não acontecem por acaso", explicou.

A especialista esclareceu que precisa haver cautela em se dizer, por exemplo, que uma criança de 2 ou 3 anos mente.


"Para essa faixa etária, se eles sonharem com o gato entrando no quarto, quando acordam vão crer que o gato de fato entrou no quarto. O grande problema é quando quebram um vaso e dizem que foi a empregada ou pegam algum objeto para si e não assumem", alertou.

A médica afirma que a mentira é um grande problema quando denuncia uma dificuldade na aceitação da própria realidade. Ela também chama a atenção para o fato de que na avaliação do certo ou errado, com relação ao quesito mentira, o adulto dificilmente dirá que uma pessoa, após ter cortado o cabelo, ficou feia, mas a criança expõe com facilidade o que sente por ser naturalmente muito sincera.

De olho na freqüência.

De acordo com a opinião da dra. Leila, o perigo é quando a mentira começa a ser freqüente e a criança passa a incriminar outras pessoas. Outro fator de perigo, segundo a médica, é quando a criança nega a sua própria realidade.

"Uma criança que pega dinheiro para comprar coisas que não pode ter, que tira brinquedos dos outros, ou um material escolar de qualidade que ela não tem. Isso denuncia que ela não está conseguindo viver a sua realidade. Às vezes, tem um pai que trabalha numa profissão X e diz para os amigos que ele tem uma profissão Y. É preciso investigar o porquê de a criança não estar aceitando os pais que tem ou a vida que leva, ou até mesmo a sua própria realidade", orienta.

Quando se descobre o problema.

"A primeira atitude é não se alarmar nem criar um clima de castigos, punições e interrogatórios", disse a médica.

Segundo ela, valorizar o fato de a criança admitir a mentira é muito importante, além de passar para elas que a verdade, ainda que pareça uma coisa muito ruim em determinadas ocasiões, é sempre a melhor solução.

"Não estou dizendo com isso que os pais devem achar lindo o erro do filho, mas que devem discutir com ele o porquê de ter feito, que sentido tem para ele e que tipo de ajuda pode ser dado", explica.

Solução.

Um caso que acontece com freqüência, segundo a especialista, é o de pais que acobertam o filho quando ele pega o material de um outro colega ou até mesmo dinheiro.

"Uma criança que é protegida ao cometer um erro desse gênero vai continuar fazendo sempre. Isso é muito prejudicial porque ela não tem o limite que a realidade impõe", ressalta.

A médica trabalha com psicoterapia e psicodinâmica, com abordagens psicocomportamentais. Sempre que necessário, dra. Leila exerce suas funções juntamente com a família da criança para melhorar a relação.

"Explico sempre à criança, adolescente ou jovem, que ele vai viver sempre melhor com a própria realidade, aceitando a si mesmo. Deixo claro que ele pode mudar o que deseja para a sua vida", conclui.

Visão bíblica.

De acordo com o pastor Cleber, da IURD de Padre Miguel, subúrbio do Rio, o homem sempre tentou enganar Deus por meio da mentira, embora não se possa ocultar nada d¨Ele. O pastor cita a passagem da Bíblia de Romanos 1:25, que diz: "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que criador, que é bendito eternamente."

"As pessoas tentam mostrar a mentira em forma de verdade, o mundo dita que o mais importante é justamente o que está errado", afirmou.
Segundo o pastor, o ser humano valoriza muito mais as coisas erradas do que as certas, pelo fato de a verdade ter um preço que, na maioria das vezes, as pessoas não querem pagar.

"O ser humano pensa em se beneficiar através da mentira, porque ela sempre foi a maneira que encontrou para fugir da realidade. Ele não quer a verdade por achar que vai perder alguma coisa ou ser sacrificado", explica.

Embora o dito popular diga que "pau que nasce torto não se conserta", o pastor Cleber ressalta que, em Jó 14:7,8,9, Deus deixa para o homem uma mensagem bem diferente: "Porque há esperança para a árvore, pois,mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como a planta nova."

"Assim também é na vida do ser humano. Deus recupera qualquer pessoa. Temos na Bíblia, o exemplo de Zaqueu, que mentiu, roubou e enganou praticamente toda a sua vida, mas no momento em que conheceu Jesus e resolveu dar ouvidos às Suas palavras, teve a vida completamente recuperada", destaca.

O pastor disse ainda que quando uma pessoa segue a direção de Deus, se assemelha à árvore que foi cortada, mas que brotou ao cheiro das águas.

"A água é a palavra de Deus, por isso quando uma pessoa entende as escrituras passa a enxergar os valores da vida como eles realmente são. Não há nada melhor do que viver a verdade", finaliza o pastor.
Eu vivo isso

J.P. de Albuquerque, 33 anos, arquiteto e design gráfico de uma multinacional sediada no Rio de Janeiro, vive a situação desde criança.

"Fui criado com todo o conforto, meu pai sempre foi empresário, mas trabalhava em uma outra cidade. Por razão disto, minha mãe sempre se sentiu muito sozinha, cobrando dos filhos o impossível", disse J.P.
Ele conta que além dele, havia mais dois irmãos, um mais velho e outro mais novo. Todos alvo de uma disciplina doentia.

"Minha mãe nos batia muito. Embora eu a amasse tremendamente, sempre me revoltei com a maneira como nos tratava. A mentira sempre funcionou como um escape em minha vida. Percebi muito cedo que quanto mais mentia mais era coberto de atenção", lembra.

Com o passar dos anos, J.P. começou a se sentir escravo de suas invenções. Segundo ele, aquilo a princípio funcionava como uma válvula de escape, mas foi se transformando em um verdadeiro pesadelo.

"Minha vida inteira é uma mentira! Casei com uma pessoa admirável, mas que me largou por causa da mentira. É como um alcoólatra: quando dou por mim já estou mentindo", confessa.

Apesar de conseguir conviver com o problema, J.P. conta que houve um período em que chegou a pensar que estava ficando louco.

"Passei a viver meus sonhos como uma realidade. Lembro do absurdo de ter espalhado para todas as pessoas que conheço, que havia feito uma cirurgia nos olhos, que eles passaram a mudar de cor. Na realidade havia apenas posto uma lente de contato colorida", comenta.
Segundo J.P., a esposa tentou ajudá-lo várias vezes, mas ele próprio repudiava, por vergonha.

"Hoje sei que melhorei muito, mas continuo mentindo. Existem fases que percebo uma melhora, o que me alegra muito. Gostaria de ser uma pessoa normal, mas confesso que nem eu mesmo sei se isso ainda é possível – finaliza.

                           Pseudolália  - doença da mentira


A Pseudolalia é uma mentira compulsiva resultante dum longo vício de mentir. A pessoa mente por mentir, perde a noção do que é verdade ou não, convence-se das mentiras como puras verdades.

A pseudolalia pode conduzir a graves distúrbios de personalidade, podendo o pseudolálico acabar por perder a sua individuação e viver num real criado imaginariamente, comportando-se duma forma difícil de contacto humano e só com tratamentos profundos poderá melhorar.


As pessoas perdem lenta e gradualmente a consciência da gravidade da doença que vão adquirindo, porque a sua realidade vai perdendo cada vez mais sintonia com o verdadeiro real. Por fim o vício de mentir é um acto inconsciente e perante a mais simples situação a fuga à verdade brota espontânea e como uma repetição compulsiva e criação de verdades inexistentes.


Mentirosos compulsivos


Há quem diga mentiras caridosas.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.
Existem, além destas, um outro tipo de mentiras: as provenientes do chamado mentiroso compulsivo, que mente sistematicamente e aparentemente sem razão.
Aqui estamos já a lidar com alguém para quem a mentira assume contornos de dependência, tal como o álcool ou a droga.
A mentira torna-se um vício, já que é dita de forma compulsiva, ou seja, o mentiroso tem consciência que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso.




Um comentário:

  1. Que perfeito este texto, tem alem de diversas opinioes muita pesquisa, eu diria que parece uma materia muito bem elaborada sobre o assunto, eu tenho uma conhecida assim, e ela faz para fugir das responsabilidades sempreeeeeee,uma loucura!
    bjossss no coracao.

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Rejane

"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma... Todo o universo conspira a seu favor!" - Goethe "Sou sempre eu mesma,mas com certeza não serei a mesma para sempre!" Clarice Lispector

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